Vendas e locações no Mercado Imobiliário do ABC têm crescimento em Maio
By Iris Andrade
Mercado imobiliário do ABC Paulista mostra crescimento em maio de 2025
Dados recentes revelam que o setor imobiliário na região do ABC Paulista apresentou um desempenho positivo no mês de maio de 2025. Segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP), houve um aumento de 9,26% nas vendas de imóveis residenciais usados e uma elevação de 33,33% nas locações em comparação com o mês anterior.
Durante o mesmo período, o acumulado do ano apontou uma alta de 2,36% nas vendas e 40,93% nas locações, indicando um mercado cada vez mais aquecido na região. A pesquisa ouviu 123 imobiliárias localizadas em cidades como Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.
Preferência por apartamentos e imóveis de dois dormitórios
Os imóveis mais procurados permanecem sendo os apartamentos, que representam 61% das vendas, enquanto as casas ficam com 39%. O destaque fica para unidades de dois dormitórios, com áreas que variam entre 50 m² e 100 m² para apartamentos e 100 m² a 200 m² para casas.
Na questão da localização, a maior parte dos negócios aconteceu em bairros periféricos, correspondendo a 50% das vendas, seguida pelos setores centrais com 31,7%, e áreas nobres com 18,3%. Quanto aos valores de venda, os imóveis mais negociados estão na faixa de R$ 251 mil a R$ 600 mil, sendo destaque os segmentos de R$ 251 mil a R$ 300 mil, R$ 351 mil a R$ 400 mil e de R$ 501 mil a R$ 600 mil.
Financiamento e valores praticados elevam o mercado
O financiamento por parte da Caixa Econômica Federal lidera entre os compradores, que adquiriram 38,5% das unidades vendidas. Outros bancos financiaram 25%, enquanto 11,5% das negociações foram feitas de forma direta com os proprietários. Aproximadamente 40% das vendas ocorreram pelo valor anunciado, com 37,5% promovendo descontos de até 5%, evidenciando a estabilidade do mercado imobiliário local.
Setor de locação registra avanço expressivo
O mercado de locações mostrou crescimento de 33,33%, com uma preferência maior por casas (63%) em comparação aos apartamentos (37%). Os imóveis de dois dormitórios também lideram nesta modalidade, com áreas entre 50 m² e 100 m², e valores de aluguel variando entre R$ 2.000 e R$ 3.000. A modalidade de garantia mais utilizada pelos inquilinos foi o seguro fiança, seguido de fiador e depósito caução.
Na distribuição geográfica das locações, mais da metade (54%) aconteceu na região central, enquanto as áreas periféricas representam 28% e as áreas nobres, 18%. Quanto às mudanças, quase metade dos inquilinos (45,5%) buscaram alugueres mais baratos, e 18,2% optaram por imóveis mais caros.
Investimentos em infraestrutura impulsionam o setor no ABC
O bom desempenho do mercado reflete, em parte, os recentes investimentos na infraestrutura e mobilidade urbana da região. Entre as principais obras estão a expansão do Trólebus Metropolitano e corredores de ônibus intermunicipais, projetos de requalificação urbana e iluminação pública em regiões centrais, além de empreendimentos residenciais destinados à classe média, em parceria com programas públicos.
Setores de tecnologia, logística e serviços também têm atraído empresas para o ABC, fortalecendo o dinamismo econômico local. De acordo com o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto, o setor deve manter sua tendência de crescimento na segunda metade de 2025, impulsionado por crédito acessível, imóveis bem localizados e melhorias urbanas estruturantes.
Resumo do desempenho do mercado imobiliário em maio de 2025
- Vendas: 61% apartamentos e 39% casas
- Preferência por dormitórios: 2 dormitórios com maior procura
- Locações: crescimento de 33,33%, maior demanda por casas
- Preço médio de imóveis vendidos: entre R$ 251 mil e R$ 600 mil
- Forma de pagamento: financiamento pela Caixa (38,5%), vendas à vista (25%)
O mercado imobiliário do ABC Paulista demonstra estar consolidado, com expectativas de continuidade de crescimento baseado em investimentos e estabilidade econômica.
Fonte: CRECISP