Vendas de cimento caem em agosto; impactos?
By Iris Andrade
Vendas de cimento caem em agosto, mas acumulam 44,2 milhões de toneladas no ano
As vendas de cimento recuaram 2,5% em agosto de 2025 em relação ao mesmo mês de 2024, segundo dados do SNIC. No entanto, o desempenho mensal não impediu o avanço do acumulado do ano, que atingiu 44,2 milhões de toneladas, com alta de 2,8% frente ao mesmo intervalo de 2024.
Resumo mensal e acumulado
- Vendas de agosto: 6,0 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação a agosto de 2024.
- Acumulado até agosto: 44,2 milhões de toneladas, alta de 2,8% ante o mesmo perÃodo do ano anterior.
Contexto do mercado imobiliário
O setor imobiliário, que impulsiona grande parte do consumo de cimento, registrou uma desaceleração: os lançamentos no segundo trimestre de 2025 caÃram 6,8% em comparação ao mesmo perÃodo de 2024. Os lançamentos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) também recuaram 15,5% nesse mesmo recorte, reduzindo sua participação no total do mercado imobiliário.
Confiança e perspectivas para o setor
A confiança na indústria da construção permaneceu pressionada, com indicadores apontando para o menor nÃvel desde o auge da pandemia. A combinação de aperto monetário e incertezas econômicas, agravadas por novas taxações sobre produtos brasileiros nos EUA, cria um cenário desafiador para o consumo de cimento. Ainda assim, o setor mantém expectativa de impulso sazonais no segundo semestre, historicamente mais robustos para as vendas.
Visão da associação setorial
Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC, destacou que a meta do governo para o programa Minha Casa, Minha Vida, de até duas milhões de moradias entre 2023 e 2026, pode sustentar um consumo de cerca de 10 milhões de toneladas de cimento no perÃodo. Os sistemas construtivos em alvenaria estrutural e parede de concreto têm ganhado espaço no paÃs, impulsionados pela economia, agilidade e competitividade, além do esforço da indústria de capacitar profissionais da construção.
Fonte: Brasil Mineral