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Venda de imóveis em Florianópolis dispara e surpreende market

By Iris Andrade

Aumento expressivo nas vendas de imóveis em Florianópolis impulsiona o mercado local

De acordo com dados recentes de uma pesquisa conduzida pela consultoria Brain e divulgada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Florianópolis apresentou um crescimento notável no setor imobiliário entre janeiro e março deste ano. O número de unidades vendidas na cidade cresceu cerca de 97% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Durante esse trimestre, foram comercializadas 1.942 unidades, elevando o Valor Geral de Vendas (VGV) para aproximadamente R$ 1,6 bilhão, um aumento de 67,2%. Esses índices excederam as médias observadas em outros mercados do Sul do Brasil, consolidando a capital catarinense como líder na região nesse segmento.

Os dados destacam também o elevado volume de lançamentos imobiliários na cidade, que totalizou 1.637 unidades no primeiro trimestre, representando um crescimento de 36,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A maior parte dessas novas unidades corresponde a empreendimentos de alta renda, refletindo uma preferência por imóveis de médio e alto padrão.

Segundo Guilherme Werner, especialista do setor, cerca de 35% do estoque de imóveis novos disponíveis no mercado em Florianópolis eram de unidades compactas, como studios, totalizando cerca de cinco mil unidades. Essa tendência evidencia o interesse de investidores que buscam imóveis para alugar, especialmente considerando a dificuldade de uma parcela significativa da população local de adquirir propriedades de maior valor.

Contudo, o estudo também aponta para uma limitação na oferta de habitações acessíveis à população de baixa renda. Não há atualmente apartamentos disponíveis na categoria econômica, com valor até R$ 350 mil. Os imóveis de padrão padrão, que variam de R$ 350 mil a R$ 700 mil, representam apenas 10,7% do estoque. Além disso, imóveis de médio padrão — entre R$ 700 mil e R$ 1,25 milhão — têm uma participação de 19,8%, enquanto os de alto padrão chegam a 16,7%.

Projetos de luxo, com valores entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões, representam 12,18% do total, e as unidades de superluxo, acima de R$ 4 milhões, correspondem a cerca de 5,8% da oferta no mercado imobiliário local.

Para Marcos Bellicanta, presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção, essa disparidade evidencia uma necessidade crescente de investimentos em habitações de faixas de renda mais baixas, que ainda não encontram opções disponíveis na cidade.

Dados completos revelam o perfil do mercado imobiliário na capital catarinense

  • Vendas de unidades: 1.942 no primeiro trimestre;
  • VGV: R$ 1,6 bilhão;
  • Lanções imobiliárias: 1.637 unidades;
  • Participação de imóveis de baixa renda: inexistente na oferta atual;
  • Participação de imóveis de médio e alto padrão: significativa, porém insuficiente para atender toda a demanda da população menos favorecida.

Especialistas do setor afirmam que o mercado imobiliário em Florianópolis mostra sinais de aquecimento, especialmente no segmento de unidades de alta renda, enquanto a oferta de opções acessíveis permanece escassa. Essa realidade reforça a importância de políticas públicas e de estímulos que favoreçam a inclusão de diferentes perfis de compradores, de modo a equilibrar o crescimento econômico com a democratização do acesso à moradia.

Fonte: FIESC

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