Skip to content

Txai Suruí: arquitetura indígena nas cidades

By Iris Andrade

Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo será lançada em Belém durante a Pré-COP30

Entre 3 e 10 de novembro de 2025, Belém recebe o lançamento oficial da Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, evento que reunirá lideranças de povos originários, universidades, coletivos culturais, parceiros institucionais e a sociedade em geral para debater novas formas de pensar o espaço urbano a partir de saberes tradicionais.

Propósito central da Bienal

A iniciativa busca provocar reflexões sobre a relação entre arquitetura, cidade e natureza, destacando que a ideia de “cidades” não precisa seguir apenas modelos ocidentais de desenvolvimento. De acordo com os organizadores, o equilíbrio ecológico não é apenas condição de existência, mas fundamento para repensar o habitar humano à luz das florestas, rios e ecossistemas.

Diálogo entre saberes e descolonização

O evento surge como parte de um movimento de descolonização no campo da educação e da arquitetura, promovendo o entendimento dos saberes ancestrais e abrindo espaços de diálogo público para renovar perspectivas sobre o território, a construção e a vida em comunidade com a natureza.

Quem participa e como será estruturado

A Bienal contará com a presença de lideranças indígenas, representantes de universidades e coletivos culturais, além de parceiros institucionais. O objetivo é estabelecer um espaço permanente de aprendizagem, integração e transformação, ampliando os aprendizados em cada edição e fortalecendo redes de colaboração entre saberes tradicionais e práticas urbanas contemporâneas.

Conexão com a crise climática e modelos de cidade

Os organizadores destacam que o momento atual exige repensar as bases do urbanismo frente à emergência climática. Práticas de construção baseadas no uso consciente de materiais, no respeito aos ciclos naturais e na integração entre humano e Terra são apresentadas como alternativas viáveis para redesenhar o que significa habitar o planeta em harmonia com a floresta.

O papel da Escola da Cidade e apoiadores

A proposta conta com a participação de instituições educacionais e coletivos que defendem uma educação que dialogue com saberes tradicionais. A Bienal é apresentada não apenas como evento, mas como um movimento contínuo voltado a revisar práticas de arquitetura e urbanismo, promovendo uma visão de cidade-floresta que incorpora a floresta, o rio e a vida em comunidade.

Impactos esperados

Além de ampliar a visibilidade das arquiteturas indígenas, a Bienal pretende estimular mudanças na forma de projetar e habitar espaços, buscando cidades mais equilibradas com o meio ambiente e mais justas socialmente. Cada edição deverá ampliar os frutos de aprendizagem, integração e transformação, consolidando a ideia de que a arquitetura indígena pode orientar caminhos para enfrentar desafios presentes.

Fonte: Folha de S.Paulo – Txai Suruí

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *