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Tarifaço revela impasse e setores buscam solução urgente

By Iris Andrade

O empresário Rubens Menin criticou a postura do governo diante da atual crise econômica e das tensões relacionadas às tarifas comerciais. Em entrevista recente, Menin afirmou que a administração federal permanece inerte e que a saída para os desafios do país passa pela atuação dos setores econômicos.

De acordo com Menin, o contexto internacional está agravando a situação do Brasil, especialmente devido às restrições impostas pelos Estados Unidos, que fecharam canais de diálogo com o governo brasileiro. Ele destacou que, embora o país enfrente obstáculos, empresários estão buscando soluções por vias próprias, tentando estabelecer contatos com representantes norte-americanos.

Sobre as sanções em potencial, Menin assegurou que o setor financeiro brasileiro, incluindo bancos como o Inter, está preocupado, mas que mecanismos eficientes como o Pix devem permanecer protegidos. Ele também comentou que, apesar de algumas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) terem impacto sobre as big techs, a possibilidade de desligar empresas internacionais do Brasil é improvável, devido à segurança jurídica do país em comparação com outras nações do grupo de países emergentes, os Brics.

Para Menin, a regulação dessas empresas deve ficar a cargo do Congresso, ressaltando que é necessário resgatar o equilíbrio entre os poderes e evitar que a harmonia seja prejudicada por excessos de interferência.

O empresário ainda comentou que a estratégia do governo atual, com portas fechadas, prejudica as negociações — uma tentativa de reverter o tarifasço imposto por Trump, que busca desbalancear acordos comerciais. Ele defende que os setores econômicos precisam assumir uma postura mais proativa, com responsabilidade e planejamento, para que o Brasil possa recuperar sua posição no cenário global.

Sobre os riscos, Menin afirmou que a maior ameaça é a trava que o excesso de tarifas impõe à captação de investimentos externos, essenciais para os programas de concessões e parcerias com o setor privado. Ele acredita que o país atingiu o limite do estresse nessa questão, e que será necessário diálogo diplomático mais intenso para superar o impasse.

Ele reforçou que as portas dos Estados Unidos estão praticamente fechadas para negociações com o Brasil, devido à dificuldade de contato com o governo norte-americano, além da necessidade de uma postura mais conciliadora por parte do Brasil. Menin afirmou ainda que, apesar dos obstáculos diplomáticos, a esperança é que o relacionamento melhore nos próximos meses e que o país possa avançar na agenda de reformas e acordos internacionais.

Fonte: Folha de S.Paulo

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