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Sudeste lidera vagas na construção; por quê?

By Iris Andrade

Sudeste lidera geração de vagas na construção e impulsiona mercado imobiliário no 1º semestre de 2025

Dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) sinalizam que o Sudeste manteve a dianteira na criação de empregos formais no setor de construção civil e manteve o aquecimento do mercado imobiliário durante os primeiros meses de 2025. O levantamento foi apresentado em Belo Horizonte, no evento CBIC Indicadores Regionais Sudeste, com apoio do Sinduscon-MG, FIEMG e patrocínio do BRB.

Destaques regionais e geração de empregos

Entre janeiro e julho de 2025, SP, MG e RJ juntos responderam por 73.139 vagas formais no setor, com São Paulo liderando a marca com 40.813 posições. Minas Gerais somou 20.703, e o Rio de Janeiro, 11.623. Na capital paulista, 19.237 dessas vagas ficaram concentradas, representando cerca de 55% do total do Sudeste. Contribuiu também para o desempenho a elevação no salário inicial no setor, que atingiu R$ 2.490,54 em julho, acima da média nacional de R$ 2.277,51.

Impacto no mercado imobiliário: lançamentos e valor de vendas

No primeiro semestre de 2025, o Sudeste lançou 103.576 unidades residenciais, correspondendo a metade dos empreendimentos do país. São Paulo foi o principal motor desse movimento, com 60.544 unidades, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos na região somou R$ 59,063 bilhões, aumento de 29,4% frente ao mesmo período de 2024, enquanto o crescimento nacional ficou em 19,4%, totalizando R$ 122,885 bilhões.

Segmentação do mercado imobiliário: oportunidades por faixa

Dos 111.704 lançamentos residenciais na região, 52,4% (58.355) destinam-se ao Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), voltado a famílias de baixa renda. Os imóveis de médio padrão somaram 49.707 unidades (44,6%), e os de alto padrão, 3.303 unidades (3%). No entanto, algumas capitais registraram retrações significativas, como Vitória (-53,6%), Belo Horizonte (-40,9%) e Rio de Janeiro (-2,5%).

Desafios enfrentados pelo setor no Sudeste

Especialistas apontam que a alta dos juros, a inflação persistente e a instabilidade econômica têm pressionado custos de insumos e condições de financiamento ao consumidor. O presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho, ressaltou a resiliência do setor, ainda que haja impactos na velocidade de expansão. A burocracia na aprovação de projetos, sobretudo em grandes centros, também é citada como entrave à continuidade de investimentos em habitação popular e programas como o MCMV.

Perspectivas para o segundo semestre

Os dados indicam que o Sudeste se consolidou como referência nacional em oportunidades da construção civil, com São Paulo à frente tanto nos lançamentos quanto na geração de empregos. A combinação entre oferta diversificada de produtos, demanda de consumidores e atratividade para investimentos continua apontando para continuidade do crescimento no restante de 2025, com mais empreendimentos e recuperação gradual da oferta de vagas no setor.

Fonte: CBIC – Agência CBIC

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