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Substituto acelera obras, corta custos

By Iris Andrade

Argamassa polimérica: substituto do cimento pode reduzir custos de alvenaria em até 30%

Com a busca por reduzir prazos e despesas na construção civil, um novo material vem ganhando espaço em canteiros de obras: a argamassa polimérica, usada como substituto do cimento tradicional em etapas específicas da alvenaria de vedação. Segundo especialistas, quando aplicada dentro das diretrizes técnicas, a solução pode entregar economias próximas a 30% em cenários controlados.

O que é e como funciona

Trata‑se de uma massa adesiva industrializada, fornecida em bisnagas ou baldes, que é aplicada diretamente sobre blocos e tijolos para erguer paredes de vedação de forma contínua e padronizada. Diferente da mistura tradicional de cimento, cal e areia, a argamassa polimérica chega pronta para uso, reduzindo a necessidade de preparo no canteiro.

Limites de aplicação

Não se destina a todas as funções da obra. A solução é permitida apenas em alvenaria de vedação, ou seja, paredes que não exercem função estrutural e que não suportam grandes cargas. Em elementos estruturais — vigas, pilares, lajes e fundações — continuam valendo as soluções convencionais de concreto e argamassas. A adoção precisa seguir normas técnicas, com a ABNT NBR 16590 servindo como referência de qualidade, resistência e condições de uso.

Produtividade e impactos na obra

A principal vantagem operacional está na produção: como não há necessidade de misturar cimento, cal e areia, o tempo gasto com preparo e transporte de massa deixa de existir. Relatos de obra apontam que um pedreiro experiente pode triplicar a produtividade na vedação ao usar a argamassa polimérica, reduzindo significativamente o tempo de construção de paredes equivalentes.

Custos diretos e indiretos

  • Economia de tempo: menos etapas de mistura e manuseio de massa, o que acelera o andamento do cronograma.
  • Redução de insumos no canteiro: menos cimento, areia e água; menor necessidade de espaço para estocagem de materiais tradicionais.
  • Menos equipamentos: dispensa o uso constante de betoneiras e equipamentos de mistura, com consequente menor consumo de energia e redução de ruídos e sujeira no ambiente de trabalho.

Em termos numéricos, estima-se que para erguer uma parede de 2 m², a argamassa tradicional consome cerca de 60 kg de material, enquanto a polimérica demanda em torno de 3 kg para o mesmo serviço, o que pode melhorar consideravelmente o custo final em cenários de vedação de 200 m² de área construída, com economia aproximada de 33% em relação ao sistema convencional.

Normas, responsabilidade técnica e documentação

A prática deve sempre estar amparada por supervisão técnica. A decisão de empregar a argamassa polimérica precisa estar prevista no projeto e registrada por meio de ART ou RRT junto aos órgãos competentes (sistema CONFEA/CREA). A responsabilidade permanece com o engenheiro ou arquiteto responsável pela obra, que deve assegurar a aderência às normas e aos critérios de projeto.

Visão de mercado e uso estratégico

Apesar do potencial de ganhos, a adoção não é automática. Cada obra possui particularidades de estrutura, prazos e logística, o que requer uma análise de viabilidade técnica. Em projetos residenciais e comerciais com grande repetitividade de vedação, a tecnologia tende a contribuir para maior previsibilidade de custos e organização de estoque, fortalecendo a tendência de industrialização da construção.

Fonte da notícia: CPG Click Petróleo e Gás

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