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Senado avança selo de engenharia solidária

By Iris Andrade

PL do Selo de Engenharia ou Arquitetura Solidária avança no Senado

O Projeto de Lei 4553/2023, que institui o Selo de Engenharia ou Arquitetura Solidária, ganhou andamento no Senado Federal. O parecer favorável da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), acompanhado de uma emenda já aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), aguarda inclusão na pauta deliberativa da casa.

A iniciativa é de autoria do deputado Túlio Gadêlha (REDE/PE) e prevê reconhecer empresas e profissionais da engenharia, arquitetura e construção civil que executem projetos voltados a comunidades carentes, povos originários ou tradicionais, bem como mutuários e proprietários de imóveis de baixa renda, observadas as faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) ou equivalente.

O selo terá validade de dois anos, podendo ser renovado, e será concedido em três categorias: iniciante, intermediário e avançado, conforme o porte dos projetos e o número de beneficiários. Serão contempladas obras estruturantes, reformas, ampliações, melhorias, acessibilidade e instalações temporárias.

Para obter o selo, os interessados precisarão atender a requisitos como:

  • conclusão de projeto habitacional ou de saneamento que beneficie majoritariamente famílias cadastradas no CadÚnico;
  • adoção de técnicas construtivas sustentáveis nos projetos avaliados;
  • comprovação de política de equidade na contratação e gestão de pessoas envolvidas nas obras.

Empresas contempladas poderão usar o selo em materiais promocionais e terão acesso a benefícios fiscais, condições diferenciadas em programas de crédito, fomento ou estímulo econômico e prioridade na análise de processos autorizativos perante o poder público.

Na CAS, a senadora Mara Gabrilli (PSD/SP) apresentou emenda já aprovada que reformula o requisito de sustentabilidade para incluir o incentivo ao desenho universal nos projetos avaliados.

Caso o texto seja aprovado com a emenda, o PL retornará à Câmara dos Deputados para análise das modificações.

Principais pontos em destaque:

  • Objetivo: criar o Selo de Engenharia ou Arquitetura Solidária para projetos que beneficiem famílias de baixa renda.
  • Validade: 2 anos, com possibilidade de prorrogação.
  • Categorias: iniciante, intermediário e avançado.
  • Requisitos: CadÚnico, uso de técnicas sustentáveis e políticas de equidade.
  • Benefícios: uso do selo em materiais promocionais, vantagens fiscais e prioridade em autorizações públicas.
  • Emenda: inclusão do desenho universal nos critérios de sustentabilidade.
  • Próximo passo: retorno à Câmara dos Deputados para análise das alterações, caso haja aprovação.

Fonte: CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção

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