Segredos das relações no trabalho
By Iris Andrade
A arquitetura das relações humanas no trabalho ganha foco em confiança e aprendizado
Especialistas de RH defendem que a cultura organizacional deve colocar as pessoas no centro, conectando propósito, desempenho e autenticidade. O objetivo é criar um ecossistema onde cada colaborador se sinta visto, valorizado e encorajado a crescer dentro de um propósito compartilhado.
Confiança como base da transformação
Durante palestra no CONARH 2025, a autora abordou o Edelman Trust Barometer 2025, que aponta a falta de confiança como uma tendência global. Ainda assim, ficou claro que a confiança é o alicerce das relações e o motor do aprendizado contínuo, influenciando a velocidade e o custo dos negócios. Construí-la passa a ser uma prioridade estratégica para as organizações.
Pilares para uma cultura de alto desempenho
- Segurança psicológica: ambiente em que as pessoas podem se arriscar, falar abertamente e ser quem são, sem medo de julgamento.
- Aprendizado contínuo: um processo voluntário que floresce quando erros são vistos como oportunidades de crescimento, com acesso a ações formais e informais de desenvolvimento.
- Experiência do colaborador: o Human Deal Framework, da Gartner, orienta olhar para além do trabalho, buscando conexões profundas, flexibilidade radical, bem-estar holístico e propósito compartilhado.
Como aplicar no dia a dia
- Promover espaços de diálogo com liderança e equipes, fortalecendo a confiança mútua.
- Investir em plataformas de desenvolvimento que facilitem o fluxo de conhecimento em todas as direções.
- Mapear a experiência do colaborador de forma integral, conectando vida profissional e pessoal com bem-estar e significado.
Carolina Ferreira, head de Gente e ASG/CHRO da Alelo, destaca que 45% dos colaboradores consideram a segurança psicológica e a abertura ao diálogo como fatores relevantes para permanecerem na empresa.
Em síntese, a arquitetura das relações humanas propõe um ambiente onde as pessoas são compreendidas, valorizadas e livres para crescer. Embora exija cuidado diário e intencionalidade, essa abordagem fortalece organizações resilientes, inovadoras e preparadas para enfrentar os desafios do futuro.
Fonte: Você RH