SC mostra avanço de vagas em setembro
By Iris Andrade
Saldo positivo de empregos em setembro em Santa Catarina: indústria gera 809 vagas
Florianópolis, 30 de outubro de 2025 — Santa Catarina registrou um avanço de 11,4 mil vagas de trabalho em setembro. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, com cerca de 7,6 mil novas colocações, seguido pelo comércio, que criou aproximadamente 2,3 mil empregos. A agropecuária teve saldo positivo de 639 postos, enquanto a indústria abriu 809 oportunidades no mês.
Distribuição por setores
- Serviços: +7,6 mil
- Comércio: +2,3 mil
- Agropecuária: +639
- Indústria: +809
Saldo negativo em madeira e móveis
O segmento de madeira apontou saldo de -734 vagas, e o de móveis, -248, segundo dados do Caged compilados pelo Observatório FIESC. O setor metalmecânico e de metalurgia também registrou queda de 217 empregos. Economistas apontam que o chamado tarifaço sobre importações dos EUA e uma política de crédito mais restritiva, com altas taxas de juros, contribuíram para esse desempenho desfavorável.
Setores com maior crescimento
Entre os destaques positivos, alimentos e bebidas criaram 705 vagas, enquanto o têxtil, confecções, couro e calçados geraram 624 empregos. A construção civil completou o quadro com 449 novas oportunidades.
Acumulado do ano
De janeiro a setembro, o estado somou 95 mil vagas, com 42,5 mil vindas da indústria. Serviços contribuíram com 43,8 mil, o comércio com 8,4 mil e a agropecuária com saldo de 336. Em comparação com o mesmo período de 2024, a indústria registrou 16 mil vagas a menos, e, no agregado de todos os setores, Santa Catarina criou 35,8 mil empregos a menos.
Comentários dos especialistas
“O desempenho do emprego industrial reflete os efeitos da desaceleração econômica, motivada pela elevada taxa de juros, e também o impacto do tarifaço dos Estados Unidos”, afirmou Gilberto Seleme, presidente da FIESC.
“O saldo negativo nesse segmento também reflete a desaceleração da produção industrial decorrente de uma política de crédito restritiva, com altas taxas de juros, que inibe ou posterga investimentos”, explicou Camila Morais, economista no Observatório FIESC.
Fonte: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC