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Roberto Justus planeja faturar bilhão com Minha Casa Minha Vida

By Iris Andrade

Contexto e visão de Roberto Justus

O publicitário Roberto Justus está ampliando seus horizontes para a construção civil, apostando na industrialização para atender programas habitacionais populares. À frente da SteelCorp, ele transformou a empresa em foco de uma estratégia voltada à habitação social, com uma fábrica de casas modulares em operação no estado de São Paulo.

A nova unidade e capacidade ampliada

A SteelCorp inaugurou recentemente uma fábrica em Cajamar, que dobrou a capacidade produtiva da empresa. A planta tem a capacidade de entregar até 10.000 moradias por ano, com a proposta de entregar casas já prontas no canteiro de obras por meio de estruturas em steel frame, o que reduz prazos e desperdícios em comparação com a construção tradicional.

Objetivo social e parcerias públicas

Justus pretende transformar a SteelCorp em motor de habitação social, mirando programas como o Minha Casa, Minha Vida e iniciativas estaduais. A empresa já realiza um projeto-piloto com a CDHU, órgão habitacional de São Paulo, e atende incorporadoras que buscam casas entre 40 e 49 metros quadrados, dentro dos parâmetros do programa federal. “Sai governo, entra governo, não importa a bandeira do partido. Esse mercado é comprador”, afirmou o empresário.

Modelo de negócios e foco na escala

O crescimento da empresa tem sido centrado na industrialização da construção. Justus já dizia, em entrevistas anteriores, que o foco seria na escala: “Se alguém me pedir para construir uma casa isolada, eu não faço. Mas se forem 500 casas, aí sim. Nosso negócio é a escala.” Hoje, cerca de 30% da carteira da SteelCorp está ligada a projetos de habitação social, com a meta de chegar a 90% da operação nesse segmento.

Números e projeções

  • Faturamento projetado de R$ 1 bilhão até 2026.
  • Capacidade de produção de até 8.000 toneladas de aço por ano, com montagem de até 10 casas por dia.
  • Redução de prazo de entrega em até 60% em relação à construção tradicional.
  • Desperdício de insumos na casa modular abaixo de 5% (versus até 30% na construção convencional).

Presença internacional e ecossistema corporativo

Além da unidade paulista, a SteelCorp já opera fábricas em Aparecida de Goiânia e na Flórida, Estados Unidos. A empresa criou ainda a securitizadora SteelBank para financiar projetos e a SteelAcademy para formar profissionais especializados no novo modelo construtivo.

Desafios e cenário de mercado

O setor da construção no Brasil ainda é majoritariamente dominado por métodos tradicionais, o que impõe resistência à mudança. Empresas como MRV, Tenda e outros players estão testando o sistema modular, ainda em escalas limitadas, enquanto concorrentes como Tech Verde, Alea e Brasil ao Cubo disputam o mercado. Justus afirma que a construção modular não é moda, é um caminho sem volta e que quem entender isso antes dominará o setor.

Evento de inauguração e atmosfera de inovação

A inauguração da nova planta reuniu cerca de 600 convidados entre investidores, autoridades e parceiros. O tour pela produção mostrou desde a moldagem das peças até o acabamento final, e o espaço Villa Steel apresentou modelos de moradia, inclusive projetos usados na reconstrução de situações emergenciais, como enchentes no Rio Grande do Sul. Ao longo do evento, houve um clima de celebração, com jazz e DJ, fortalecendo a imagem de uma empresa que busca transformar a construção no Brasil.

Perspectivas e próximos passos

Justus destaca a importância de formar a próxima geração de profissionais da construção para sustentar o ritmo de crescimento. A visão é consolidar a SteelCorp como referência em construção industrializada, ampliando contratos e explorando oportunidades tanto no Brasil quanto no exterior.

Fontes: Exame

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