Renda e território: descubra como o mercado imobiliário molda SP
By Iris Andrade
Mercado imobiliário de São Paulo reflete a diversidade da cidade
A segunda edição do Índice de Demanda Imobiliária (IDI) aponta que cada faixa de renda encontra seu quintal de oportunidades na capital paulista. A pesquisa, desenvolvida pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), avalia o potencial de investimento em apartamentos nas cinco zonas da cidade e destaca padrões distintos conforme o nível de renda.
Desempenho por faixa de renda
Padrão econômico | renda familiar de até 12 mil
Neste segmento, a zona leste se manteve como a mais atraente no segundo trimestre de 2025, liderando o ranking graças ao crescimento da demanda direta e ao apelo de novos empreendimentos. A zona sul caiu para a segunda posição, impactada por quedas nos indicadores de demanda direta e na dinâmica econômica. Apesar disso, a região continua sólida, com infraestrutura consolidada e amplas oportunidades no estoque.
A zona oeste permaneceu estável na terceira posição, enquanto o Centro ganhou autonomia e avançou da quinta para a quarta colocação, impulsionado pelo aumento na atratividade de lançamentos.
- Leste – 0,796
- Sul – 0,763
- Oeste – 0,703
“Centro subiu para a quarta posição, refletindo a atratividade crescente de lançamentos na região.”
Padrão médio | renda familiar de 12 mil a 24 mil
No médio padrão, a zona sul assumiu a liderança do ranking, impulsionada por ganhos expressivos na demanda direta e pelo aumento de novos lançamentos. A zona leste avançou da terceira posição para a segunda, beneficiada pelo crescimento consistente da demanda direta. A zona oeste caiu para a terceira posição devido à menor atratividade de lançamentos neste segmento.
- Sul – 0,652
- Leste – 0,648
- Oeste – 0,646
“Cada padrão de renda tem uma zona líder, revelando oportunidades distintas e ajudando investidores e gestores a alinharem suas estratégias com a realidade local.”
Padrão alto | renda familiar acima de 24 mil
Na faixa de alto padrão, a zona oeste manteve a liderança, sustentada por indicadores fortes de dinâmica econômica, demanda direta e atratividade de novos lançamentos. A zona norte mostrou crescimento, subindo da quarta para a terceira posição, impulsionada por avanços nos indicadores de demanda direta e na atratividade de lançamentos. A zona sul ficou estável em segundo lugar.
- Oeste – 0,766
- Sul – 0,675
- Norte – 0,590
Metodologia do estudo
O levantamento utiliza dados de transações reais, anonimizadas, e informações de mercado coletadas em fontes oficiais e privadas. A iniciativa busca orientar investidores e gestores públicos sobre as melhores oportunidades na cidade.
- Indicador de Demanda: mede o número de potenciais compradores, refletindo o tamanho do mercado consumidor.
- Indicador de Dinâmica Econômica: avalia a capacidade de gerar ciclos de demanda e fortalecer a economia local por meio de emprego e renda.
- Indicador de Ofertas de Terceiros: avalia a concorrência e a saturação do mercado.
- Indicador de Demanda Direta CV CRM: usa dados de leads para medir a procura ativa por imóveis específicos.
- Indicador de Atratividade para Antigos Lançamentos CV CRM: analisa o desempenho de lançamentos com mais de 12 meses.
- Indicador de Atratividade para Novos Lançamentos CV CRM: examina o potencial de empreendimentos lançados nos últimos 12 meses.
A escala de atratividade vai de 0,000 a 1,000, com scores mais próximos de 1,000 indicando maior atratividade.
Fonte: Estadão