Quem financia o prédio mais alto de SP?
By Iris Andrade
Alto das Nações: novo marco urbano em São Paulo com 219 metros promete redefinir o skyline
O Complexo Multiuso Alto das Nações, em construção na zona sul de São Paulo, traz uma torre de 219 metros de altura e 39 pavimentos, projetada para se tornar o prédio mais alto da cidade. Apesar de ficar abaixo do maior arranha‑céu de Balneário Camboriú em altura, o empreendimento paulista chama atenção pelo investimento e pela transformação urbana.
Competição de alturas e orçamento
Enquanto a Senna Tower, em Balneário Camboriú, ultrapassa 550 metros, o Alto das Nações tem o mesmo investimento total: 3 bilhões de reais. O custo é o mesmo, mesmo com uma distância considerável em altura.
Mercado e valores de terreno
Um estudo da FipeZAP mostra que o metro quadrado em Balneário Camboriú atingiu aproximadamente 14,5 mil reais em abril, enquanto em áreas nobres de São Paulo o valor fica próximo de 11,5 mil reais.
Características do complexo
O terreno, com 58 mil metros quadrados, abriga atualmente a história comercial da região, ligada ao antigo Carrefour. Segundo a WTorre, a inauguração está prevista para 2026 e deverá receber cerca de 10 mil pessoas por dia. O conjunto inclui torre corporativa de alto padrão, edifício residencial, eventual teatro, mais de 40 lojas, restaurantes e um mercado ao redor de uma praça pública com 32 mil metros quadrados, integrada à estação Granja Julieta.
Engenharia e arquitetura
A estrutura conjuga concreto e vidro, seguindo um cronograma de construção que prevê duas lajes por mês. Ventos que chegam a 40 km/h nas alturas exigiram estudos com túnel de vento realizados pelo IPT. A flexibilidade da torre foi ajustada para manter estabilidade e conforto.
“Alto das Nações não é apenas um conjunto de edifícios; é um organismo vivo da cidade. Ao transformar o mercado antigo em um espaço aberto, com uma grande praça de convivência, conectamos arquitetura, mobilidade e vida urbana”, afirma Guilherme Nargara, diretor de projeto da JBA Arquitetos.
Mirante público e atração turística
Entre as inovações está um mirante público com vista de 360 graus, que abrange a Avenida Paulista, a marginal Pinheiros e a represa de Guarapiranga. Uma passarela de vidro suspensa permite aos visitantes uma sensação de flutuação sobre a cidade, similar a experiências internacionais. O topo ficará aberto à visitação noturna e aos fins de semana, fortalecendo o turismo local.
Capacidade e logística
A obra consome cerca de 108.842 metros cúbicos de concreto — o suficiente para encher aproximadamente 20 mil caminhões —, enquanto 10.231 toneladas de aço seriam capazes de erguer uma réplica da Torre Eiffel. A WTorre classifica o empreendimento como um legado da engenharia brasileira.
Outros destaques
O prédio contará com 33 elevadores distribuídos em zonas, um heliponto e sistemas de circulação pensados para atender ao alto fluxo diário. A arquitetura planejada visa não apenas a imponência, mas a integração com a vida urbana, sem muros, conectada à estação de trem Granja Julieta.
Fonte: Gazeta do Povo