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Qual a melhor composição para sua carteira de fundos imobiliários

By Iris Andrade

Especialistas indicam composição ideal para carteiras de fundos imobiliários

Apesar do cenário desafiador, marcado pelo aumento da taxa Selic, o mercado de fundos imobiliários (FIIs) no Brasil continua em expansão e amadurecendo cada vez mais. Economistas apontam que a diversificação entre diferentes tipos de fundos é essencial para uma estratégia de investimentos eficaz.

Crescimento e confiança no mercado de FIIs

Durante um painel realizado na Expert XP 2025, em São Paulo, os analistas Marcos Baroni, chefe de FIIs na Suno Research, e Marx Gonçalves, responsável por fundos listados na XP, destacaram a relevância do crescimento do setor. Baroni frisou que o mercado já conta com aproximadamente 2,8 milhões de investidores, indicando um avanço na maturidade do segmento mesmo com um cenário de juros elevados.

Divisão entre fundos de papel e de tijolo

Segundo Gonçalves, a dúvida mais comum entre investidores é sobre qual tipo de fundo escolher: de papel ou de tijolo. No entanto, ele reforça que uma carteira vencedora deve incluir os dois tipos, além de fundos de fundos (FOFs). Este equilíbrio é fundamental para aproveitar as oportunidades de cada segmento.

Atual cenário de juros e inflação

Com a taxa Selic em torno de 15%, e a inflação em declínio, mas ainda acima da meta, fundos de recebíveis — classificados como fundos de papel — continuam atrativos. Gonçalves explica que, em um ambiente de juros altos, esses fundos oferecem risco pequeno a médio e estão sendo negociados abaixo do valor patrimonial, o que aumenta sua atratividade para o investidor.

Alocação recomendada

Enquanto Gonçalves sugere uma composição de 65% a 70% em fundos de tijolo e 30% de papel, Baroni defende uma proporção invertida, com cerca de 45% a 50% em fundos de recebíveis, 40% em fundos de tijolo e 10% em FOFs. Apesar das diferenças, ambos concordam que a diversificação entre classes é fundamental para reduzir riscos e otimizar retornos, sempre levando em conta o perfil do investidor.

Fundos de fundos: oportunidades e limitações

Baroni aponta que os FOFs podem ser opções interessantes, especialmente quando estão bastante desvalorizados, mas alertou para suas limitações. Ele acredita que fundos de recebíveis e de tijolo oferecem mais segurança, especialmente em tempos de juros altos e inflação controlada.

O comportamento do investidor

Além da análise técnica, os especialistas ressaltam a importância de entender o comportamento do investidor. Baroni destaca que decisões baseadas em curto prazo podem ser prejudiciais, pois os juros compostos tendem a ser mais eficazes ao longo do tempo, sobretudo em mercados de longo prazo. Portanto, ele recomenda que o investidor equilibre análise técnica com uma abordagem comportamental sólida.

Em suma, o mercado de fundos imobiliários demonstra maturidade crescente, mas requer uma gestão cuidadosa da carteira, com diversificação e uma postura consciente do comportamento dos investidores.

Fonte: Money Times

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