Programa habitacional transforma municípios
By Iris Andrade
Alcance do programa habitacional se expande e atinge a maioria dos municípios
O Ministério das Cidades divulgou nesta quinta-feira dados que evidenciam a importância do Minha Casa, Minha Vida para a construção civil e para o acesso à moradia no Brasil. Durante a 8ª edição do Fórum INCORPORA, em São Paulo, o ministro Jader Filho apresentou números que comprovam a presença do programa em 86% dos municípios brasileiros.
Principais conquistas e números-chave
- Mais de 1,8 milhão de imóveis contratados desde a recriação da pasta em 2023
- 1,1 milhão de novas moradias em construção
- 86% dos municípios brasileiros contemplados pelo programa no período
- Meta ampliada: de 2 milhões de unidades contratadas até 2026 para 3 milhões no mesmo intervalo
- Em cada duas moradias lançadas no Brasil, uma é fruto do Minha Casa, Minha Vida
- No estado de São Paulo, quase 60% dos lançamentos e mais da metade das vendas no segundo trimestre são do programa
- Investimento total de R$ 285,1 bilhões desde 2023, com 1,5 milhão de unidades financiadas pelo FGTS e 27,2 bilhões em subsídio
- Impacto no PIB da construção: crescimento acumulado de 3,6% nos últimos 12 meses; geração de 177 mil empregos formais entre janeiro e junho de 2025
- O setor atingiu a marca de 3 milhões de trabalhadores formais no país, o maior número em mais de uma década
O que o evento revelou sobre o impacto econômico
Segundo o ministro, as ações do programa vão além de oferecer moradia a famílias de baixa renda. As medidas criaram condições para ampliar o acesso a financiamentos, com faixas de renda que variam de zero a 12 mil reais, buscando atender diferentes perfis familiares. A ideia é enxergar o setor de maneira mais integrada, promovendo desenvolvimento urbano, empregos e movimentação econômica em diversas regiões do país.
Contexto institucional e metas
A agenda do Ministério das Cidades tem priorizado a habitação como motor de desenvolvimento. A expansão do Minha Casa, Minha Vida envolve não apenas o financiamento, mas também subsídios e estímulos que fortalecem a indústria da construção, geram empregos e incentivam a economia regional.
Perspectivas para o debate mundial sobre cidades
Durante a programação, o ministro destacou a COP 30, marcada para Belém, no Pará, ressaltando a necessidade de manter o tema urbano no centro das discussões globais. Ele afirmou que a maior parte da população brasileira vive nas cidades e reforçou a urgência de tratar de moradia, infraestrutura e qualidade de vida no contexto das mudanças climáticas.
“Precisamos inserir o tema urbano na COP30 de modo que ele ganhe protagonismo, sem reduzir a discussão apenas ao meio ambiente. As cidades são o espaço onde a maioria das famílias vive e trabalha”, afirmou o ministro.
Central de conteúdos e próximos passos
A atuação do governo federal segue voltada para ampliar o alcance do programa, com foco na continuidade de obras, ampliação de financiamentos e fortalecimento da construção civil como motor de emprego e renda. A COP30 é vista como oportunidade para ampliar a visibilidade das ações urbanas no cenário internacional.
Fonte de dados e informações: Ministério das Cidades
Fonte: Ministério das Cidades