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Por que escolher a Zara pode ser sua melhor decisão

By Iris Andrade

Por que a Zara se destaca no mercado global e o que o setor imobiliário pode aprender com ela

O sucesso da marca Zara é frequentemente atribuído à sua capacidade de transformar tendências de moda em produtos acessíveis e de alta rotatividade. A velocidade com que a fast-fashion consegue produzir e lançar novidades nas lojas é um diferencial que mantém a marca na liderança. Essa agilidade se sustenta em uma logística eficiente e na produção just-in-time, que permite entregar moda atualizada semanalmente.

O que faz a Zara se destacar é, sobretudo, o seu talento de design. Uma equipe especializada consegue criar uma grande variedade de peças modernas, elegantes e com bom gosto, a custos baixos. A rapidez na produção e o entendimento do que o público deseja garantem que tendências vistas nas passarelas sejam disponíveis nas prateleiras das lojas em questão de semanas. Essa capacidade de criar e renovar coleções rapidamente é o que mantém a Zara como referência mundial.

Ao fazer um paralelo com o mercado imobiliário, surge uma reflexão interessante: se na moda é possível gerar uma grande quantidade de produtos com design de qualidade em um curto espaço de tempo, por que o setor de construção ainda aposta em projetos padronizados, pouco inovadores e feitos para durar décadas? Na indústria da moda, o foco é a rapidez, a variedade e o conceito de ‘fast fashion’. No setor imobiliário, a ideia de durabilidade parece não receber a mesma atenção, mesmo sendo uma característica desejável e valorizada na arquitetura.

Se o mercado imobiliário fosse tão ágil quanto a moda, as cidades poderiam ter edifícios mais harmoniosos, esteticamente agradáveis e que se adaptassem às necessidades contemporâneas. E, mais ainda, por que esses projetos muitas vezes deixam de lado o cuidado com o design, que poderia transformar o visual urbano e oferecer um conceito mais belo e inteligente?

A discussão também leva a uma crítica mais ampla: muitas construções parecem resultado de uma busca por economia e praticidade, com projetos pouco inspirados e em geral padronizados. Em uma análise mais profunda, uma arquitetura mais cuidadosa e inovadora poderia contribuir para cidades mais bonitas e funcionais, algo que, atualmente, fica muitas vezes em segundo plano na hora de aprovar ou construir obras novas.

Algumas comparações estranhas costumam surgir: em um cenário hipotético, imagine que a arquitetura seja mais parecida com a gastronomia. Poderíamos ter pratos de aparência repulsiva, feitos às pressas com ingredientes de baixa qualidade, ou pratos sofisticados com ingredientes raros e bem trabalhados. Outra questão importante é que a maioria das cidades hoje é composta por prédios de aparência insossa, sem harmonia ou proporções bem pensadas. Muitas dessas construções carregam marcas de marcas famosas, mas se deixam levar por tendências passageiras, e não por um projeto que valorize a estética e a harmonia urbana.

De acordo com especialistas, uma sugestão prática para que as cidades possam melhorar seria contratar profissionais de design, como os da Zara, ao invés de marcas de luxo como Porsche ou Armani, que muitas vezes priorizam o estilo à funcionalidade. O impacto de uma arquitetura bem planejada é grande, e o investimento em design poderia transformar os espaços públicos e privados de forma mais duradoura e significativa.

Em ambientes específicos, como museus, teatros, igrejas, estádios ou aeroportos, a arquitetura de espetáculo é indispensável. Nesse contexto, a preocupação estética e de impacto visual deve prevalecer. Porém, no dia a dia das cidades, a maioria dos edifícios parece ter sido pensada apenas para cumprir sua função, sem preocupação estética ou harmônica com o entorno.

Para futuros planejadores e incorporadores, uma dica importante é superar a obsessão por maximizar cada metro quadrado e pensar mais na estética, na proporção e no impacto visual dos projetos. Criar prédios que sejam visualmente harmoniosos e que transmitam uma mensagem de cuidado com o espaço urbano deve estar entre as prioridades, assim como acontece na moda, onde o design é rei.

Se essa atitude mudar, poderíamos ter cidades mais belas, com uma arquitetura que agrade o olhar e enriqueça o ambiente urbano. Afinal, a principal lição é que a rapidez e a inovação no design podem fazer toda a diferença, seja na moda ou na construção civil.

As opiniões expressas neste texto representam uma reflexão do autor e não refletem necessariamente o posicionamento oficial de nenhuma instituição.

Fonte: coluna Geleia Urbana, Estado de Minas

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