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Por que algumas imobiliárias brasileiras evitam usar IA

By Iris Andrade

baixa adoção de inteligência artificial pelo setor imobiliário brasileiro em comparação com os Estados Unidos

Enquanto nos Estados Unidos a utilização de inteligência artificial (IA) por imobiliárias já é uma realidade para a grande maioria das empresas, no Brasil essa tecnologia ainda não alcançou a mesma penetração no mercado.

Dados recentes mostram que apenas 19% das imobiliárias brasileiras adotam alguma forma de IA, enquanto nos Estados Unidos esse índice sobe para 85%. Apesar dessa grande diferença de uso, as imobiliárias que implementaram soluções de inteligência artificial no Brasil relatam impactos positivos expressivos, como aumento na taxa de conversão de leads, diminuição de custos operacionais e uma melhora significativa no atendimento ao cliente.

As aplicações mais comuns da IA no setor imobiliário incluem o atendimento automatizado via chatbots e assistentes virtuais, que respondem e qualificam interessados 24 horas por dia, além da atualização automática de anúncios e captação de novos imóveis interagindo diretamente com proprietários.

Entretanto, a expansão da adoção ainda enfrenta obstáculos, como a falta de infraestrutura tecnológica adequada, custos iniciais elevados e resistência cultural às mudanças. Além disso, há preocupações relacionadas à ética no uso de dados e a necessidade de regulamentações que garantam a privacidade e segurança das informações.

Por outro lado, o cenário apresenta oportunidades de crescimento para o mercado brasileiro. A integração da IA com outras tecnologias, como realidade virtual e aumentada, pode proporcionar experiências mais personalizadas e eficientes aos clientes, além de otimizar processos internos das imobiliárias.

A capacitação de profissionais e o desenvolvimento de soluções locais também são passos estratégicos importantes para acelerar a transformação digital no setor imobiliário nacional.

Para que a inteligência artificial seja utilizada de forma responsável e eficaz, é fundamental que as imobiliárias adotem uma abordagem ética, garantindo que a tecnologia complemente o contato humano, sem substituí-lo completamente. Parcerias entre empresas, startups e instituições de ensino, juntamente com políticas de proteção de dados bem definidas, podem criar um ambiente de confiança e estimular a expansão do uso de IA.

Com o avanço da tecnologia, espera-se que a inteligência artificial se torne uma ferramenta indispensável para a competitividade e a inovação das imobiliárias brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Tribunal de Minas

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