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Polícia Civil mira suspeito de extorsão

By Iris Andrade

Operação da Polícia Civil mira construtora investigada por extorsão armada em Caldas Novas

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã de terça-feira, uma operação de busca e apreensão contra um empresário de 43 anos, suspeito de praticar extorsão mediante grave ameaça, com possível emprego de arma de fogo. As diligências foram executadas pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Caldas Novas e incluiram três mandados judiciais na residência e na empresa do investigado.

Antecedentes do caso
Conforme apurado, a denúncia teve origem em uma construção financiada pela Caixa Econômica Federal. O empresário foi contratado para executar a obra, cuja conclusão permitiria a liberação da parcela final do financiamento mediante o cumprimento das etapas do projeto. De acordo com a vítima, a obra ficou incompleta, o que impediu a liberação da última parcela.

Condições de cobrança e prática delituosa
Com o impasse, o construtor passou a pressionar a cliente para receber diretamente dela o valor de 10 mil reais, referente ao pagamento pendente. Durante as cobranças, a investigação aponta que o suspeito utilizou métodos intimidatórios, chegando a exibir uma arma de fogo em chamadas telefônicas e a proferir diversas ameaças, caracterizando extorsão qualificada pelo emprego de arma.

Medidas cautelares e andamento
Diante do conjunto probatório, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito, que foi indeferida pelo Poder Judiciário. O juiz, então, optou por aplicar medidas cautelares diversas, incluindo a proibição de contato com a vítima e familiares, bem como a vedação de aproximação dos envolvidos. Também foi autorizada a continuidade das buscas domiciliar e empresarial solicitadas pela autoridade policial.

Itens apreendidos e sigilo
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversos objetos relevantes para a elucidação do caso. Todo o material será submetido a análise técnica no curso do inquérito, que corre sob sigilo. A 19ª Delegacia Regional de Polícia de Caldas Novas não revelou detalhes sobre a natureza dos itens apreendidos, e o empresário não foi localizado para comentar as acusações.

Contexto e orientação
O caso evidencia a preocupação das autoridades com crimes que envolvem relações comerciais, especialmente no setor da construção civil, onde disputas contratuais podem evoluir para violência e intimidação. O crime de extorsão, conforme o Código Penal, prevê pena de reclusão de quatro a dez anos, com multa; se houver emprego de arma, a pena pode ser aumentada.

A Polícia Civil orienta que vítimas de extorsão ou ameaças procurem a delegacia mais próxima para registrar ocorrência. O GEIC de Caldas Novas funciona na 19ª Delegacia Regional e atende casos de maior complexidade na região.

Fonte: Portal Caldas

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