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Permuta: quando trocar pode sair caro

By Iris Andrade

Permuta imobiliária: quando a troca pode encarecer o negócio

A permuta tem sido uma ferramenta eficiente no mercado imobiliário, especialmente nas grandes cidades. Para o proprietário, a prática pode significar trocar terreno ou imóvel por unidades já prontas ou em construção, sem depender da venda tradicional. Para a incorporadora, a permuta oferece um caminho ágil para viabilizar projetos, sem imobilizar grande parte do capital.

Por muitos anos, esse modelo foi visto como um verdadeiro “ganha-ganha”: rapidez para o vendedor e liquidez para a construtora. No entanto, especialistas destacam que o formato pode sair caro se não houver ajuste adequado entre valores, prazos e as condições das unidades envolvidas.

Como funciona e quais são os riscos?

  • Descompasso entre o valor acordado e o valor de mercado das unidades trocadas.
  • Atrasos na entrega que podem afetar o cronograma do projeto.
  • Variações de financiamento ou mudanças nas condições do mercado.
  • Custos indiretos com documentação, tributos ou ajustes de avaliação.

Quem está envolvido?

Tradicionalmente, proprietários e incorporadoras formam o eixo da permuta. O proprietário busca desocupar terreno ou imóvel trocando por unidades já prontas; a incorporadora utiliza a troca para avançar com o projeto sem desembolsar tanto capital.

Entre os observadores do setor, destaca-se Capitão Luiz Kechichian, CEO da Mirantte, empresa que atua no Brasil, Portugal e EUA, que acompanha de perto as dinâmicas de permuta no mercado imobiliário.

A mensagem comum é de que a permuta mantém seus benefícios, mas exige cuidado com as avaliações, os prazos e as condições de cada parte para evitar surpresas que elevem o custo final.

Fonte: Imobi Report

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