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Permuta pode sair caro: entenda o risco

By Iris Andrade

Permuta: uma venda que pode sair cara

A permuta sempre foi uma ferramenta inteligente no mercado imobiliário, especialmente nas grandes cidades. Para o proprietário, representa a possibilidade de trocar terreno ou imóvel por unidades prontas ou em construção, sem precisar aguardar a venda tradicional. Já para a incorporadora, esse caminho oferece rapidez para viabilizar projetos sem imobilizar tanto capital. Por muito tempo, esse modelo foi visto como um verdadeiro ganho-ganha entre as partes.

Como funciona na prática

Na prática, a negociação envolve a troca de ativos avaliados entre as partes. O proprietário oferece terreno ou imóvel; a incorporadora entrega unidades equivalentes ou receberá unidades futuras, conforme o acordo. O equilíbrio entre valores, prazos de entrega e condições de pagamento define o resultado final do negócio.

Quem ganha com a permuta

Para o proprietário, há a vantagem de obter ativos desejados sem depender da venda tradicional. Para a incorporadora, é uma forma de destravar projetos e avançar com menos capital ocioso.

Riscos a considerar

  • Valoração dos ativos: descompasso entre o valor acordado e o valor de mercado pode encarecer o negócio para uma das partes.
  • Prazo de entrega: atrasos podem impactar o cronograma do projeto ou da aquisição.
  • Condições contratuais: a clareza de cláusulas evita surpresas futuras.

Impacto no mercado

Especialistas costumam manter a permuta como uma ferramenta útil, mas salientam que a eficácia depende de uma estrutura bem definida e de avaliações transparentes.

Fonte: Imobi Report

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