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Palácio Gustavo Capanema, marco modernista, oitenta anos

By Iris Andrade

Palácio Gustavo Capanema completa 80 anos como marco do modernismo brasileiro

No coração do Rio de Janeiro, o Palácio Gustavo Capanema celebra oito décadas desde a sua inauguração, ocorrida em 3 de outubro de 1945. Após um ciclo de restauração, o edifício foi reinaugurado em 20 de maio deste ano, recebendo a Ordem do Mérito Cultural (OMC), a mais alta honraria pública do setor cultural no Brasil. Hoje, o espaço agrega atividades culturais e áreas de visitação pública, hospedando ainda o gabinete do Ministério da Cultura e instituições vinculadas, como o Iphan, a FBN e a Funarte.

Uso cultural e reconhecimento

O Palácio deixa de ser apenas sede administrativa para tornar-se um polo de atividades culturais. Em sua nova configuração, o prédio abriga exposições, eventos e espaços de convivência, mantendo a função institucional ao concentrar, ao lado do MinC, entidades como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e a Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Segundo a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o restauro e a reabertura do palácio representam um compromisso com a memória, a identidade nacional e o futuro da cultura brasileira. “Devolver este espaço ao povo, totalmente restaurado e pulsando com novas atividades, é mais do que preservação do patrimônio; é investimento no futuro”, destacou a ministra.

Desde a reabertura, o palácio tem sediado encontros promovidos pelo MinC, como o I Encontro de Agentes Territoriais de Cultura do Sudeste e o Seminário Horizontes da Gestão Cultural, com foco em gestão compartilhada de equipamentos públicos de cultura.

Voos históricos do edifício

O Palácio foi iniciado em 1937, com previsão original de abrigar o Ministério da Educação e Saúde Pública. O projeto ficou a cargo de Lucio Costa, com participação de Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira, Ernani Vasconcelos e consultoria de Le Corbusier. Entre suas características estão pilotis, fachadas livres, janelas horizontais e o terraço-jardim assinado por Burle Marx. A obra abriga trabalhos de Burle Marx, Portinari e Bruno Giorgi, entre outros artistas, e foi tombada pelo Iphan em 1948.

Ao longo dos anos, o palácio também esteve ligado a momentos de mobilização cultural e política, incluindo manifestações históricas ocorridas ali, como episódios de resistência envolvendo o MinC.

Restauração e investimento

As obras de restauração, executadas pelo Iphan no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), tiveram início em 2019, com um aporte de aproximadamente R$ 84,3 milhões. Os trabalhos contemplaram atualização elétrica e hidráulica, sistema de combate a incêndio, mobiliário e climatização, além da recuperação de obras de arte de Portinari e de esculturas de Bruno Giorgi, devolvendo ao edifício sua condição de equipamento público ativo e seguro para visitas.

Visitação pública

A visita ao Palácio Gustavo Capanema depende de agendamento prévio, com até 24 horas de antecedência, pelo site oficial do MinC. As visitas são realizadas de quinta a sexta-feira, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer de perto o conjunto arquitetônico modernista e as obras de arte que nele residem.

O 80º aniversário do palácio é apresentado como parte de um movimento de valorização do patrimônio cultural e da memória institucional brasileira, reforçando a vocação do espaço para compartilhar cultura, história e arte com o público.

Categoria: Cultura, Artes, História

Fonte: Ministério da Cultura

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