Operador de Computador revela inclusão
By Iris Andrade
Inclusão e tecnologia em Mossoró: SENAI promove integração por meio do curso de Operador de Computador
4 de setembro de 2025, 17h44
Uma experiência educativa inclusiva
No Rio Grande do Norte, o SENAI realizou uma iniciativa que reuniu, na mesma sala de aula, estudantes com e sem deficiência para capacitar oportunidades de inclusão social e digital. O projeto foi conduzido pelo Centro de Educação e Tecnologias ítalo Bologna (CETIB) e aconteceu em Mossoró, com o objetivo de oferecer formação profissional em Operador de Computador.
Detalhes da formação
- Participação de 13 alunos, incluindo pessoas com deficiência motora e visual
- Metodologia adaptada e recursos de acessibilidade, como leitores de tela
- Carga horária de 160 horas, distribuídas ao longo de dois meses
- Aulas com acompanhamento personalizado para atender às necessidades individuais
- Valores trabalhados vão além da técnica, promovendo empatia, respeito e cooperação
Impacto e perspectivas
O curso demonstrou que a tecnologia pode servir como ponte para a inclusão, fortalecendo a confiança dos participantes para atividades cotidianas no trabalho e no uso de recursos digitais no dia a dia.
Depoimentos e perspectivas
Emery Júnior, diretor do SENAI CETIB, ressaltou que a convivência entre diferentes públicos enriquece o aprendizado e aproxima pessoas de realidades diversas, destacando a importância de projetos educacionais inclusivos que abram caminhos para novas oportunidades no mercado de trabalho.
O instrutor Bruno Dantas comentou que as práticas realizadas durante as aulas ajudaram os alunos a ganharem autoconfiança para executar tarefas diárias, tanto profissionais quanto de lazer que envolvem informática.
Origem da oportunidade
A chance de realizar o curso surgiu durante a I Feira da Construção Civil de Mossoró, promovida pelo Sinduscon Oeste, que contou com estandes de entidades ligadas à defesa de pessoas com deficiência, fortalecendo a integração entre associações e estudantes.
Vozes da comunidade
Josy Lacerda, presidente da ADEFIM, avaliou a experiência como extremamente positiva, destacando que o projeto desmistifica a ideia de que pessoas sem deficiência não se engajam com quem tem deficiência, e reforçou que os aprendizados vão além da atuação profissional, alcançando lições para a vida.