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Oferta no mercado imobiliário cai no segundo trimestre de 2025

By Iris Andrade

Estabilidade no Mercado Imobiliário Brasileiro no Segundo Trimestre de 2025

Os indicadores do setor imobiliário no Brasil revelam um cenário de estabilidade nas vendas e nas lançamentos de unidades durante o segundo trimestre de 2025. Apesar disso, foi registrada uma redução na oferta de imóveis novos no período.

Dados Revelam Movimento Moderado e Crescimento em Programas Sociais

Segundo a pesquisa de indicadores imobiliários nacionais, realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, foram comercializados 102.896 imóveis no segundo trimestre, totalizando uma movimentação financeira de R$ 68 bilhões.

Na análise do acumulado do primeiro semestre, observa-se um aumento de 6,8% nos lançamentos e de 9,6% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2024. O estudo aponta que, ao longo de 12 meses, o setor lançou aproximadamente 414.375 unidades, valor que representa um valor geral de lançamentos (VGL) de R$ 260 bilhões.

Outro destaque foi o crescimento das vendas do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que aumentaram 25,8% no período, atingindo 95.483 unidades comercializadas.

Queda na Oferta e Implicações para o Mercado

Apesar do otimismo nas vendas, a oferta de imóveis novos registrou uma queda de 4,1% entre junho de 2024 e junho de 2025. Atualmente, o estoque de unidades disponíveis é de aproximadamente 290 mil, o menor registrado pelo indicador nacional. Essa redução amplia o horizonte de escoamento do estoque, estimado em cerca de 8,2 meses, indicando potencial para novos lançamentos.

Perspectivas e Desafios

O cenário de estabilidade deve ser mantido, com expectativas de incremento nos lançamentos ao longo do segundo semestre. No entanto, fatores como a estabilização das taxas de juros e a recomposição pontual de financiamentos, como as carteiras de fundos do FGTS, influenciam diretamente essa previsão.

Segundo Renato Correia, presidente da CBIC, a permanência da estabilidade também está relacionada ao impacto da política de crédito, que ainda enfrenta dificuldades devido à ausência de quedas nas taxas de juros básicas e à crise econômica persistente.

Participantes e Considerações

Durante coletiva de imprensa, participaram diversos dirigentes do setor, incluindo o presidente da CBIC, Ely Wertheim, Clausens Duarte, Celso Petrucci e o CEO daBrain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo. Todos concordaram que o setor espera uma retomada no ritmo de lançamentos no segundo semestre, condicionada a uma eventual redução nas taxas de juros e a melhorias na economia.

Segundo Claudio Duarte, a redução na oferta de imóveis representa uma oportunidade concreto de crescimento para o mercado, desde que haja uma atuação de políticas econômicas que incentivem os financiamentos com juros mais baixos.

Conclusão

O setor imobiliário demonstra resiliência, mantendo as vendas sustentadas apesar da diminuição na oferta de unidades novas. As perspectivas apontam para melhorias na fase de lançamentos, especialmente se fatores como a taxa de juros e a confiança do consumidor melhorarem nas próximas receitas.

Fonte: Mercado imobiliário, resultados do segundo trimestre de 2025.

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