O que faz o lugar virar marca?
By Iris Andrade
Branding Territorial: memória como ativo estratégico
Um lugar é mais que território; envolve história, memória, cultura, paisagem e identidade que se entrelaçam para formar uma marca no imaginário coletivo. Esse conceito, conhecido como Branding Territorial, vai além do turismo e constrói uma narrativa que conecta moradores, visitantes, investidores e talentos.
Memória, neuroarquitetura e identidade urbana
O branding territorial utiliza a neuroarquitetura para planejar cidades que promovam bem‑estar e orgulho cívico. O design de bairros, fachadas históricas e espaços públicos reativam a memória afetiva e fortalecem o senso de pertencimento, transformando o morador no principal embaixador da marca do território.
Casos que inspiram
No Brasil, a gastronomia de Belém ganhou destaque ao ser reconhecida como Cidade Criativa UNESCO, fortalecendo a imagem da região. Além disso, produções como Bacurau mostraram como narrativas locais podem alcançar o cenário global e reposicionar o território no mapa cultural.
Memória na recuperação de cidades
Em cenários de conflitos, desastres ou abandono econômico, preservar a memória pode ser o motor do desenvolvimento. A recuperação de espaços históricos, a reativação de centros antigos e a criação de espaços públicos ajudam a reativar memória afetiva e o orgulho local.
Economia criativa e ESG
A Economia Criativa sustenta o branding, conectando cultura, design, gastronomia e inovação. Para evitar o greenwashing, é essencial adotar a lente ESG (ambiental, social e de governança), com governança transparente e inclusão social das comunidades.
Conceito para o futuro
Para tornar a marca de um lugar duradoura, a estratégia de branding precisa incorporar a memória como DNA, apoiar‑se na neuroarquitetura e manter o compromisso com a sustentabilidade. O objetivo é tornar o local uma referência estável no imaginário coletivo.
Fonte: ES Brasil – Quando o Lugar Vira Marca: Memória, Criatividade e a Arquitetura da Identidade