Skip to content

Nova poupança pode financiar casa pela Caixa, diz governo

By Iris Andrade

Governo anuncia nova poupança e liberação de crédito habitacional com Caixa

O governo comunicou um conjunto de medidas para ampliar o acesso à casa própria, com foco na classe média, incluindo a criação de um novo modelo de crédito habitacional e a disponibilidade de até 80 mil novos financiamentos pela Caixa Econômica Federal até o fim de 2026. A iniciativa surge em um cenário de juros elevados e restrições de crédito, buscando reativar o mercado imobiliário para famílias com renda entre aproximadamente R$ 12 mil e R$ 20 mil mensais.

Como vai funcionar

A liberação imediata envolve a redução de entraves de funding para o segmento, por meio da adoção de uma parte dos depósitos compulsórios da poupança, estimando-se a liberação de 5% desses recursos. A medida, anunciada para ocorrer já nos próximos dias, deve injetar recursos significativos para financiar a compra da casa própria, com a expectativa de que a Caixa seja a principal instituição a ampliar a oferta de crédito no curto prazo.

O governo também sinaliza ajustes no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), incluindo a atualização do teto de imóveis financiáveis. O teto atual de R$ 1,5 milhão deve ser revisto para um patamar próximo a R$ 2 milhões, o que amplia o leque de imóveis elegíveis sob condições mais favoráveis.

Impactos para a Caixa e para o mercado

A previsão é que o alcance imediato atue principalmente pela Caixa, líder no crédito imobiliário, com a expectativa de disponibilizar mais de 80 mil financiamentos até o final de 2026. A vice-presidente de habitação do banco, Inês da Silva Magalhães, disse estar confiante com as mudanças e o futuro fluxo de operações.

Nova poupança e faixas do Minha Casa Minha Vida

Além da liberação de recursos, o governo confirmou que o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) manterá a atuação, com ajustes na Faixa 4, que contempla famílias com renda entre R$ 9.600 e R$ 12 mil. A medida visa preencher lacunas de produtos específicos para essa faixa, com o mercado respondendo ao novo instrumento de crédito público.

O ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou que, com a Selic em patamar elevado, ficou difícil para a faixa média financiar imóveis no setor privado, e destacou que as novas regras visam induzir o mercado a atuar para esse público.

Recursos e metas ligados ao habitação

  • Estimativa de liberação de pelo menos R$ 20 bilhões de recursos para financiar a casa própria, a partir da liberação inicial de parte dos depósitos compulsórios.
  • Perspectiva de elevar o orçamento de habitação do FGTS para R$ 147 bilhões em 2026, com avaliação de votos no Conselho do FGTS.
  • Capacidade de ampliar o teto de imóveis financiáveis no SFH para facilitar condições mais vantajosas para imóveis de padrão superior.
  • Iniciativas de apoio a reformas e melhorias habitacionais, com programas voltados a crédito para reformas de até valores específicos.

Contexto e expectativas sobre o déficit habitacional

Especialistas lembram que o déficit habitacional no país gira em torno de milhões de unidades, incluindo moradias inadequadas, o que sustenta a necessidade de ações governamentais continuadas. O governo afirma que o MCMV continua como pilar econômico, já contratando milhões de moradias nos últimos anos e preparando novos tetos e ajustes de renda para ampliar o alcance do programa.

Visão institucional

Autoridades destacam que a liberação de recursos e a ampliação do teto do SFH visam tornar o crédito para habitação mais acessível, especialmente para a classe média, e manter o MCMV como eixo de política habitacional. O governo também enfatiza que as mudanças são resultado de avanços da supervisão econômica do Banco Central, sob nova gestão, que abriu espaço para novas alternativas de financiamento.

Mercado avaliando impactos

Fonte de dados e declarações de autoridades citadas na cobertura indicam que as medidas devem mexer com a dinâmica de crédito imobiliário, aumentando a oferta de financiamentos pela Caixa e abrindo espaço para imóveis com valores mais altos sob condições competitivas.

Observação: informações apresentadas refletem o conjunto de anúncios e entrevistas a autoridades do governo e do setor.

Fonte: Folha de S.Paulo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *