MRV, Direcional e Moura Dubeux em destaque
By Iris Andrade
MRV apresentação de resultados no 3T25 traz mistura de sinais
No fechamento do trimestre, a MRV divulgou resultados com receita em alta, porém margens brutas menores e geração de caixa negativa, conforme avaliações de analistas. O desempenho no Brasil mostrou dinamismo, enquanto a operação nos EUA (Resia) ficou abaixo do esperado, contribuindo para o quadro global.
- Crescimento no Brasil: receita avançou 17% na comparação anual, surpreendendo positivamente as estimativas de alguns bancos.
- Margem bruta ajustada: houve alta de 40 pontos-base, porém ainda ficou 70 pontos-base abaixo da projeção feita pelo banco que acompanhava o desempenho.
- Geração de caixa: apresentou deterioração, o que acentuou a visão de desafio para a alavancagem e o fluxo de caixa no curto prazo.
Entre as análises de mercado, o JPMorgan avaliou que a MRV registrou lucro líquido de R$ 111 milhões no 3T25, o que representa o primeiro resultado positivo em três trimestres, superando a estimativa de R$ 91 milhões. A recomendação seguiu neutra com preço-alvo de R$ 8,50.
Já a XP considerou os números levemente positivos, destacando a evolução da MRV Inc. e a recuperação das margens, ainda que haja pressão sobre a operação Resia.
O BBI manteve visão favorável para a MRV Brasil, observando um desempenho sólido de resultados financeiros, mas apontou que o principal desafio continua sendo a geração de caixa, dependente da normalização de programas habitacionais em nível estadual. A recomendação de compra permaneceu, com a ação negociando a cerca de 5,8 vezes o P/L estimado para 2026.
Direcional: resultados fortes com margens em destaque
A Direcional reportou números sólidos para o 3T25, destacando um crescimento de 27,1% da receita frente ao ano anterior, sustentado por vendas líquidas robustas. Analistas da XP destacam a margem bruta ajustada recorde de 42,1% e a margem do backlog em 45,2%, sinalizando alta lucratividade nos lançamentos recentes.
- A XP manteve recomendação de compra, com alvo de R$ 16,70.
- O BBI ressaltou que o mercado já esperava o bom desempenho, citando alta recente das ações, mas manteve visão positiva e vê espaço para novas novidades no portfólio.
- O JPMorgan classificou os resultados como sólidos, com margens acima do esperado, mantendo recomendação neutra e preço-alvo de R$ 18,50.
- Estimativas indicam distribuição de dividendos significativos em 2025, com potencial rendimento próximo de 10%, já com parte anunciada.
Moura Dubeux: desempenho resiliente com cobertura regional favorável
O banco BBI manteve visão positiva sobre a MDNE3, mesmo com a valorização recente das ações ao longo do ano. A instituição aponta crescimento acelerado por múltiplos caminhos, com bom impulso no Nordeste e dividend yield estimado de 6% para 2026. A MDNE3 está sendo vista como uma “história de qualidade” na cobertura de renda média/alta.
Segundo a XP, os lucros continuam refletindo o desempenho operacional recente, com contribuição expressiva do segmento de condomínios. O Santander informou resultados sólidos no 3T25, com receita líquida de R$ 548,3 milhões, alta de 9,3% frente ao ano anterior, alinhada com as projeções. A margem bruta atingiu 41,3%, aumento de quase 8 pontos percentuais frente ao trimestre anterior.
Plano & Plano: resultados fracos no 3T25 e perspectivas de recuperação
A Plano & Plano apresentou resultados que ficaram abaixo das expectativas, com lucro líquido de R$ 78 milhões no 3T25, 6,7% abaixo do estimado pelo Santander. O motivo apontado foi o impacto de ajustes não recorrentes na correção monetária de terrenos a pagar, elevando custos em R$ 25 milhões no trimestre.
BBI apontou que os números ficaram amplamente em linha com as estimativas, citando que o desempenho foi afetado por baixa performance do programa Pode Entrar e por uma composição de vendas menos favorável. O Bradesco BBI manteve recomendação de compra com preço-alvo de R$ 19.
O Santander destacou que, apesar do resultado les, há potencial de recuperação com vendas mais fortes no quarto trimestre de 2025 e maior reconhecimento de receita do ciclo de 36 meses, o que tende a sustentar o desempenho operacional.
LPS Brasil: lucro sólido com contribuição de parcerias
No terceiro trimestre, a Lopes Brasil avançou com o lucro líquido, ficando 45% acima das estimativas do Itaú BBA, impulsionada por custos e despesas menores que o esperado. A rentabilidade da parceria CrediPronto – joint venture com o Itaú – segue elevada, com potencial de se beneficiar do ciclo de cortes de juros e da redução do custo de captação.
A avaliação do Itaú BBA foi de manutenção de recomendação neutra, diante de oportunidades com melhor relação risco-retorno no segmento de média e alta renda (com múltiplo P/L ajustado de 6,6x para 2026).
São Carlos: foco em reciclagem de portfólio e desalavancagem
A São Carlos tem mantido estratégia de venda de ativos e desalavancagem como pilares. O Bradesco BBI sinalizou continuidade dessa linha, destacando a venda de ativos por R$ 15 milhões e a manutenção de dívida líquida em R$ 380 milhões (alavancagem de 12,2%). As vendas do Best Center cresceram 6,2% e os aluguéis de mesmas lojas subiram 8,8%, apontando melhoria na operação.
Fonte das informações: Infomoney