Moradia para classe média: o que muda?
By Iris Andrade
Governo apresenta programa de habitação voltado à classe média
O governo brasileiro anunciou, nesta sexta-feira, um novo modelo de crédito imobiliário com foco em ampliar a oferta de crédito para a classe média. O anúncio ocorreu em São Paulo, durante o evento Incorpora 2025, dedicado ao setor imobiliário. O objetivo é atender famílias que não entram nas faixas atuais do programa habitacional anterior.
Quem se encaixa no público-alvo
O programa foi desenhado para pessoas que ganham acima de 12 mil reais por mês e que não são contempladas pelas regras do programa Minha Casa Minha Vida. A ideia é oferecer moradias com espaços maiores, próximas ao local onde a família já está inserida, preservando a dignidade e a qualidade de vida.
Principais medidas anunciadas
- Aumento do teto de financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, ampliando o valor das opções de crédito.
- A Caixa Econômica Federal deve financiar mais de 80 mil novas moradias até 2026.
- Nova linha de crédito para reforma de moradias, com valores entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, juros reduzidos e parcelas entre 24 e 60 meses.
- Acesso gradual às mudanças já neste ano, com vigência plena a partir de janeiro de 2027.
- A poupança passa a ser a principal fonte de financiamento, com a possibilidade de chegar a 100% do uso de depósitos para crédito habitacional, antes de 65% entre os bancos.
Como as mudanças devem impactar o mercado
Autoridades destacam que o redesenho visa ampliar a disponibilidade de crédito habitacional, estimulando a construção de moradias para uma faixa de renda que ficou fora das políticas anteriores. A expectativa é reduzir gargalos de financiamento e facilitar a aquisição de imóveis com tamanhos mais condizentes com a realidade de cada família.
O presidente enfatizou que o objetivo é atender quem já tem uma renda estável, oferecendo opções de habitação mais dignas, com imóveis maiores e em locais mais próximos de onde a família já vive.
Este anúncio marca, segundo analistas, um movimento para tornar o crédito imobiliário mais acessível dentro das regras do SFH, com maior participação da poupança no financiamento de moradias.
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Fonte: Radioagência Nacional