Metro quadrado de ouro eleva imóveis Floripa
By Iris Andrade
Preço dos imóveis chega a R$ 8 milhões em Florianópolis, aponta estudo
Um levantamento exclusivo encomendado pelo ND Mais e elaborado pela Loft, empresa de soluções imobiliárias, mostrou que o valor do metro quadrado em Florianópolis pode alcançar patamar próximo a 8 milhões de reais em bairros da capital. O estudo analisa anúncios ativos nas principais plataformas de venda de imóveis residenciais ao longo dos primeiros oito meses de 2025 e considera apenas bairros com pelo menos 10 imóveis anunciados em cada faixa de metragem.
Segundo os dados, o preço máximo aparece em imóveis com 100 m² ou mais, especialmente em áreas nobres da cidade, como Jurerê, no Norte da Ilha. Em bairros desse porte, o metro quadrado pode chegar a cerca de 22.411 reais para imóveis entre 100 e 100 m², revelando uma valorização expressiva em comparação com áreas da região continental.
Preço por faixa de tamanho e bairros mais valorizados
- 30–65 m² — Centro tem preço médio mais acessível entre as áreas valorizadas: 700.236 reais, com metro quadrado de 14.087 reais e alta de 17% na metragem.
- 30–65 m² — Jurerê: 1.099.702 reais, variação de 41%, metro quadrado de 21.831 reais, alta de 39% no preço da metragem.
- 30–65 m² — Saco Grande: 881.034 reais, variação de 22%, metro quadrado de 16.856 reais, alta de 10% na metragem.
- 30–65 m² — Campeche Norte: 864.671 reais, variação de -1%, metro quadrado de 18.751 reais, alta de 9% na metragem.
- 30–65 m² — Córrego Grande: 739.904 reais, variação de 9%, metro quadrado de 16.085 reais, alta de 23% na metragem.
Na faixa de 65 a 100 m², Jurerê continua liderando como o mais caro entre os bairros analisados. Em seguida aparecem Jurerê Internacional, Lagoa Pequena, Campeche (região Norte) e Lagoa da Conceição. Nesses distritos, os apartamentos nessa faixa de tamanho passam de 1,5 milhão de reais em média.
- Jurerê: 1.805.555 reais em média, variação de 28%, metro quadrado de 21.778 reais, alta de 28%.
- Jurerê Internacional: 1.793.043 reais, variação de 13%, metro quadrado de 21.995 reais, alta de 9%.
- Lagoa Pequena: 1.621.778 reais, variação de 24%, metro quadrado de 20.228 reais, alta de 24%.
- Campeche Norte: 1.607.629 reais, variação de 15%, metro quadrado de 19.413 reais, alta de 23%.
- Lagoa da Conceição: 1.576.929 reais, variação de 94%, metro quadrado de 20.217 reais, alta de 96%.
Entre imóveis com 100 m² ou mais, o cenário de preços mais elevados se confirma. Em Jurerê Internacional, o valor médio fica em torno de 7,9 milhões de reais, refletindo variação de 13% e metro quadrado de 18.247 reais, com alta de 11% na metragem.
- Jurerê Internacional (100 m²+): 7.924.015 reais, variação de 13%, metro quadrado de 18.247 reais, alta de 11%.
- Jurerê (100 m²+): 5.327.258 reais, variação de 45%, metro quadrado de 23.564 reais, alta de 58%.
- Lagoa Pequena (100 m²+): 4.076.084 reais, variação de 15%, metro quadrado de 18.426 reais, alta de 17%.
- Cacupé (100 m²+): 3.956.393 reais, variação de -30%, metro quadrado de 16.185 reais, alta de 26%.
- Lagoa da Conceição (100 m²+): 3.596.653 reais, variação de 0%, metro quadrado de 11.525 reais, sem registro de alta na valorização.
Contexto e percepção da valorização
O estudo aponta que bairros como Jurerê receberam lançamentos recentes de apartamentos compactos, contribuindo para a valorização observada. O gerente de Dados da Loft ressalta que imóveis menores costumam ter preço por metro quadrado mais alto, impulsionado pela oferta reduzida, localização privilegiada e demanda de investidores.
Além disso, a diferença entre bairros valorizados é significativa; mesmo dentro de áreas consideradas as mais caras, há variações expressivas de preço entre vias próximas.
Os números compilados oferecem um retrato claro de como o mercado de Florianópolis segue pressionado pela demanda por bairros litorâneos de maior atratividade, onde o preço pedido por metro quadrado continua a subir, especialmente em imóveis de menor tamanho.
Dados: levantamento realizado pela Loft, com exclusividade para o ND Mais, com base em anúncios ativos nas plataformas de venda de imóveis residenciais, nos primeiros oito meses de 2025.
Fonte: ND Mais