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Metade dos imóveis do centro de Santos pode ir para construção

By Iris Andrade

Centro de Santos tem potencial para verticalização de imóveis, aponta levantamento

Um estudo divulgado pela administração municipal indica que mais da metade dos imóveis localizados na região central de Santos pode ser aproveitada pela construção civil, incluindo a possibilidade de novos empreendimentos verticais. O dado relevante é que 64% dos imóveis não possuem restrição cultural, o que facilita intervenções para modernização e upscaling.

Dados oficiais sobre a macrozona central

De acordo com a Prefeitura, a macrozona central envolve o Centro e bairros como Chinês, Paquetá, Valongo, Vila Mathias e Vila Nova. O total de imóveis nessa área é de 5.085 unidades, das quais 3.273 estão completamente livres de qualquer restrição cultural.

  • 445 imóveis apresentam alto nível de proteção, o que dificulta intervenções internas e externas.
  • 29 espaços são tombados, incluindo edifícios como o dos Correios e o Palácio José Bonifácio, sede da Prefeitura.
  • 1.338 imóveis ficam em níveis médio ou baixo de proteção, permitindo alterações parciais ou totais.

Somando os imóveis com potencial de uso sem restrições, o total é de 4.611 unidades que podem ser utilizadas em processos de modernização, atualização e verticalização.

O que isso significa para o setor da construção

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Santos, Glaucus Farinello — que também preside o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) — afirma que a área tem condições de ser aproveitada pelo segmento da construção civil. “O Centro pode verticalizar. A grande maioria dos locais não possui qualquer proteção. Existe um estigma de que não se pode tocar nos imóveis, mas não é assim”, destacou Farinello.

Exemplos de adaptação e movimento no mercado

O titular da pasta aponta que algumas oportunidades já estão sendo percebidas por empresários. Um caso citado é o da Rua XV de Novembro, onde há uma cafeteria instalada em um imóvel com proteção NP2. A fachada foi mantida, enquanto o interior recebeu atualização, preservando a preservação externa.

Segundo Farinello, as mudanças já ocorrem nos bastidores e a movimentação no setor é considerável. “Existem pessoas acreditando na região”, disse o secretário.

Perspectivas futuras

Com os números atuais, a cidade projeta um cenário de maior atividade imobiliária na região central, com possibilidades de renovação de fachadas, modernização de estruturas e elevação de parte de edificações já existentes, respeitando os chamados tombamentos quando presentes.

Fonte: A Tribuna

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