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Mercado imobiliário revela surpresa no primeiro trimestre de 2025

By Iris Andrade

Estabilidade Marca o Mercado Imobiliário Residencial no Primeiro Trimestre de 2025

Após um ano de forte expansão, o setor de imóveis residenciais mostrou sinais de estabilidade durante os três primeiros meses de 2025. Apesar das incertezas econômicas, principalmente relacionadas às altas consecutivas da taxa de juros, o mercado manteve seus níveis de interesse e comercialização, indicando uma perspectiva de equilíbrio.

Dados do Setor

Segundo a pesquisa conduzida pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) em parceria com a Deloitte, os números revelam que, no primeiro trimestre de 2025, a procura por imóveis residenciais e as vendas permanecem praticamente inalteradas em relação aos períodos anteriores.

Os índices de interesse e comercialização atingiram, respectivamente, 1,95 e 1,96 pontos na escala de até 3 pontos da metodologia aplicada — o que indica que os níveis de demanda continuam consistentes, mesmo com a alta dos juros.

Contexto do Mercado

Luiz França, presidente da ABRAINC, destacou que o setor registrou um crescimento de 11,8% nas vendas ao longo do ano anterior, impulsionado principalmente pelo sucesso do programa Minha Casa Minha Vida. Este programa, lançado em 2009, atingiu seu recorde de lançamentos em 2024 e vem ampliando o acesso à moradia para famílias de baixa renda.

Apesar da desaceleração natural após o crescimento explosivo, a demanda manteve-se firme devido ao alto déficit habitacional e ao bônus demográfico. Dados do IBGE de 2022 indicam que, na última década, a população na faixa de 35 a 40 anos — a principal compradora de imóveis — cresceu 16%.

Segmento de Médio e Alto Padrão

O segmento de imóveis de médio e alto padrão (MAP) vem enfrentando maior pressão devido às altas na taxa de juros Selic. As expectativas para este segmento caíram de 1,78 para 1,69 pontos, refletindo uma redução no interesse de compra e no volume de vendas.

No entanto, a intenção de aquisição de imóveis continua forte, sustentada por fatores como o aumento dos aluguéis e a percepção de valorização dos imóveis. Além disso, o alto crescimento de saque na poupança e a maior facilidade no financiamento habitacional mantêm o mercado aquecido, apesar da alta de juros.

Perspectivas Futuras

Para os próximos meses, a ABRAINC projeta uma manutenção na estabilidade das vendas em programas como o Minha Casa Minha Vida e uma continuidade na desaceleração da comercialização de imóveis de alto padrão.

Recentemente, o governo federal aprovou novas regras que ampliam o acesso ao programa, criando a chamada Faixa 4. Esta faixa é destinada a famílias com renda entre R$ 8.600 e R$ 12 mil, representando cerca de 1,4 milhão de trabalhadores no país.

Segundo Luiz França, essas condições mais favoráveis, com juros de aproximadamente 10% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), poderão reduzir em até 27% o valor das parcelas, facilitando a aquisição da casa própria por milhares de famílias. A abertura da classe média ao programa representa uma importante oportunidade para impulsionar o setor imobiliário, gerar empregos e estimular o desenvolvimento econômico.

Conclusão

Em suma, o mercado imobiliário residencial demonstra sinais de estabilidade, mesmo diante de desafios econômicos, e mantém uma perspectiva de crescimento moderado para os próximos meses. A demanda, especialmente por programas sociais, mostra-se resistente, refletindo uma retomada gradual da confiança no setor.

Fonte: JC.

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