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Mercadante: BNDES protege empresas atingidas por tarifas

By Iris Andrade

Mercadante afirma que BNDES pode proteger empresas prejudicadas por tarifas de Trump

Em evento recente, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, comunicou que o banco lançou uma linha de crédito de 30 bilhões de reais para amparar empresas atingidas pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos. Ainda segundo ele, mais 5 bilhões devem ser disponibilizados nos próximos dias.

Mercadante ressaltou que o Brasil tem se mantido aberto a diálogos com os EUA sobre questões estratégicas, incluindo o tema das terras raras, com a intenção de avançar na relação comercial mesmo diante de divergências.

Diálogo com Washington e temas estratégicos

Em entrevista, o presidente do BNDES afirmou que as negociações com os Estados Unidos não são simples, mas há disposição para avançar em temas estratégicos. Ele mencionou especialmente a pauta de terras raras como área de interesse a ser explorada em tratativas futuras.

Entre tarifas e o cenário internacional

Mercadante comentou que não sabe exatamente quais são as motivações por trás das ações dos EUA, mas atribuiu parte do atrito a impactos nas redes sociais, que, segundo ele, intoxicam relações e polarizam a sociedade. Mesmo assim, o tom foi de cooperação e busca por saídas comerciais.

Brasil líder entre países em desenvolvimento

O dirigente enfatizou a posição do Brasil como uma referência entre economias emergentes, destacando a atuação de Lula na Assembleia Geral da ONU como fortalecedora dessa liderança no chamado “Sul Global”. Mesmo com críticas a medidas unilaterais dos EUA, ele disse ver espaço para diálogo e negociações.

Principais pontos

  • Linha de crédito de 30 bilhões de reais para empresas afetadas pelas tarifas; adicionais de 5 bilhões em breve.
  • Brasil aberto a negociações com os EUA sobre terras raras e outros temas estratégicos.
  • Brasil busca manter liderança no Sul Global, fortalecida pela atuação de Lula na ONU.

Fonte: Estadão Conteúdo

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