Magnata americano é acusado de golpe
By Iris Andrade
Magnata do setor imobiliário da Califórnia é acusado de fraude e desvio de milhões
Um empresário atuante no mercado de private equity da Califórnia foi formalmente acusado de fraude eletrônica, suspeito de ter desviado dezenas de milhões de dólares de investidores. Marco Giovanni Santarelli, 56 anos, é fundador e CEO da Norada Capital Management e da Norada Real Estate, e enfrenta as acusações apresentadas nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, pelo Escritório do Procurador dos EUA em Los Angeles.
De acordo com a acusação, Santarelli conduziu o suposto esquema por meio de sua empresa de private equity, com atuação entre junho de 2020 e junho de 2024, em Laguna Niguel, Califórnia. A Procuradoria afirma que o empresário solicitou a centenas de investidores em todo o país que investissem em notas promissórias sem garantia.
Como operava o esquema
Segundo a investigação, o negócio envolvia a venda de notas promissórias — documentos juridicamente vinculativos que prometem o pagamento de um empréstimo com juros — para investidores que variavam de 25 mil a 500 mil dólares. A promessa era de uma taxa de juros mensal de alto rendimento, estimada entre 12% e 15% ao longo de três a sete anos.
No entanto, a investigação aponta que nenhum retorno ou pagamento de juros foi efetivado, e os recursos teriam sido investidos em ativos de risco que não ofereciam a segurança prometida aos investidores.
Contexto e evidências públicas
Relatórios citados pela acusação, incluindo informações veiculadas pelo Daily Mail, indicam que as notas promissórias teriam sido vendidas a centenas de investidores sem garantias reais de pagamento. Autoridades não divulgaram números oficiais sobre quantos investidores teriam sido atingidos ou valores transferidos.
Próximos passos
Com as acusações, Santarelli pode enfrentar um processo federal e penas previstas pela legislação de fraude eletrônica. As autoridades destacam que as investigações continuam e a defesa do empresário não comentou publicamente o caso.
Fonte: VEJA