Lucro de JHSF surpreende e avança de forma inesperada
By Iris Andrade
JHSF apresenta crescimento de 45,6% no lucro líquido no segundo trimestre de 2025
A holding de negócios de alto padrão, JHSF, divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2025, revelando um aumento expressivo de 45,6% no lucro líquido consolidado, alcançando R$ 245,8 milhões. Esse desempenho reforça a recuperação sólida do grupo, impulsionada pelos resultados positivos de suas principais áreas de atuação.
Divisões de negócios impulsionam crescimento
Segundo a companhia, as operações de incorporação imobiliária tiveram destaque, com um lucro de R$ 105,9 milhões, refletindo o equilíbrio entre lançamentos e vendas. No segmento de shoppings, a receita de vendas atingiu R$ 14,9 milhões, enquanto na aviação executiva, o resultado consolidado foi de R$ 42,2 milhões. A divisão de clubes e residências apresentou um ganho de R$ 136,6 milhões, considerando o valor de apreciação de propriedades.
Indicadores financeiros em alta
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado da JHSF atingiu R$ 347,7 milhões, o que representa um crescimento de 59% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o EBITDA ajustado, que exclui itens não recorrentes, foi de R$ 247,2 milhões, indicando alta de 21,9%. Entretanto, a margem EBITDA ajustada sofreu uma leve redução, chegando a 49,8%, uma queda de 1,3 ponto percentual.
Faturamento e investimentos
A receita líquida do período totalizou R$ 496,1 milhões, crescimento de 25,2%. A divisão de renda recorrente, composta por shoppings, hotéis, restaurantes, aeroportos, residências e clubes, apresentou um EBITDA ajustado de R$ 150,6 milhões, crescimento de 21% comparado ao mesmo período do ano anterior, correspondendo a 61% do EBITDA consolidado.
De acordo com o presidente da companhia, Augusto Martins, os resultados demonstram uma expansão consistente e uma melhora na margem de lucro das operações recorrentes. “A maturidade desse segmento nos permite gerir melhor os investimentos na área imobiliária, além de aumentar a valorização dos lançamentos e fortalecer a relação com os clientes.”
Despesas e endividamento
As despesas operacionais totalizaram R$ 108,7 milhões, índice que representa um aumento de 60,3%, com destaque para o aumento de 34,6% nas despesas gerais e administrativas, que chegaram a R$ 107,1 milhões, motivadas principalmente pelo pagamento de participação nos lucros (PLR) de cerca de R$ 15 milhões. O resultado financeiro do período teve uma despesa de R$ 65,3 milhões, 67,5% maior, impactada pelo aumento das despesas com juros da dívida.
Ao final do trimestre, a dívida líquida da companhia foi de R$ 1,568 bilhão, considerando uma alta de 3,5% frente ao trimestre anterior. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA, chegou a 1,78 vez.
Principais áreas de atuação e projeções futuras
- Setor de shoppings: registrou alta de 17% nas vendas, atingindo R$ 1,188 bilhão, com destaque para o shopping Cidade Jardim, cujo crescimento de vendas alcançou 26,9%. O desempenho foi impulsionado pela qualidade do mix de lojas e do ecossistema criado.
- Incorporação imobiliária: as vendas somaram R$ 293,8 milhões, aumento de 6,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Entre os lançamentos previstos, destacam-se a Fazenda Santa Helena e o condomínio Boa Vista States, ambos com alta expectativa de VGV na faixa de R$ 1 bilhão na primeira fase.
- Expansões e novidades: novas lojas de marcas de luxo, como Chanel, Dior, Prada, Tiffany & Co e Rolex, serão inauguradas no Shopping Cidade Jardim. Ainda neste semestre, a empresa pretende lançar projetos de grande porte na região de São Paulo, reforçando seu posicionamento de mercado.
A companhia continua buscando estratégias para equilibrar crescimento, rentabilidade e controle de investimentos, com foco nos segmentos de renda recorrente e expansão imobiliária de alto valor.
Informações adicionais indicam que a JHSF consolidou uma gestão focada em inovação e valorização de ativos, preparando-se para os próximos desafios do mercado de luxo e de empreendimentos residenciais de alto padrão.
Fonte: Mercado & Consumo