Skip to content

Lições da audiência sobre resíduos em Goiás

By Iris Andrade

A mesa de trabalhos reuniu representantes de órgãos públicos e de entidades da sociedade civil, entre eles o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/GO), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea/GO), a Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente) e o Instituto Valoriza Resíduos. Entre os encaminhamentos, o promotor Juliano de Barros Araújo apontou que obstáculos culturais e políticos têm dificultado avanços, defendendo a regionalização como saída para atender municípios menores. Já o engenheiro Antônio de Pádua Teixeira, do Crea-GO, alertou sobre a destinação inadequada de resíduos da construção civil, e Antonio Januzzi, da Abrema, destacou a disponibilidade de aterros sanitários que poderiam atender a mais de 50 municípios goianos. O representante da OAB-GO, José de Moraes Neto, ressaltou a necessidade de integração entre órgãos públicos e sociedade para soluções mais sustentáveis.

Entre os relatos apresentados, o prefeito de Silvânia, Carlos Mayer (UB), relatou o encerramento do lixão da cidade em quatro meses, resultado da mobilização que envolveu a retirada de mais de 450 caminhões de resíduos e a criação de uma cooperativa de catadores. O prefeito de Morrinhos, Maycllyn Carreiro (PL), destacou a importância de apoio financeiro do Estado e da União para reduzir o peso financeiro sobre os municípios. Carlos Gaudio Fleury, diretor regional do Instituto Valoriza, lembrou que a crise real está nos lixões e defendeu práticas de valorização de resíduos como matéria-prima.

Ao encerrar a audiência, Clécio Alves criticou a situação do lixão de Goiânia, apontando riscos ambientais e de saúde pública, e reafirmou o compromisso da Frente Parlamentar. “Não existe mais prazo. O que falta agora é pôr a mão na massa. Essa frente parlamentar vai até o fim”, concluiu.

Fonte: Portal da Alego

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *