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Inter surpreende com nova linha de crédito

By Iris Andrade

Inter pode avançar com nova estrutura de crédito imobiliário, aponta BofA

Um relatório do Bank of America (BofA) aponta que o Inter e os bancos privados tradicionais devem figurar entre os principais beneficiários da nova estrutura de crédito imobiliário anunciada pelo governo federal. A avaliação destaca que a composição da carteira do Inter pode dar vantagem em meio às mudanças propostas.

Por que o Inter ganha protagonismo

De acordo com o BofA, o diferencial do Inter está na participação do crédito imobiliário em seu portfólio. Enquanto bancos tradicionais costumam ter cerca de 10% do portfólio em crédito imobiliário, o Inter apresenta uma exposição próxima de 30%, o que tende a amplificar o efeito da liberação de recursos e do impulso ao SFH (Sistema Financeiro de Habitação) sobre o crescimento da carteira total.

Como funciona a nova estrutura anunciada

As mudanças buscam enfrentar o cenário de recursos mais restritos para financiamento imobiliário. A nova regra reduz imediatamente a reserva compulsória de 20% para 15%, com queda adicional de 1,5 ponto percentual por ano até chegar a zero. Além disso, 80% dos recursos passam a ser canalizados a empréstimos vinculados ao SFH, e 20% a empréstimos não vinculados (SFI).

O teto de imóveis financiáveis pelo SFH subiu de 1,5 milhão para 2,25 milhões de reais, mantendo o limite de juros em 12% ao ano. Essas mudanças devem ampliar a oferta de crédito e apoiar o crescimento do setor.

Estimativas de impacto e cenário de juros

Estimativas oficiais indicam que a nova estrutura pode liberar até 52 bilhões de reais em crédito imobiliário nos próximos anos, com 37 bilhões já disponíveis de imediato. O BofA afirmou que o crédito deve continuar crescendo perto de 10%, frente a projeções anteriores de desaceleração.

Quanto aos juros, a maior parte dos bancos privados já opera com taxas próximas ou abaixo do teto de 12% ao ano. Entre os bancos públicos, as taxas costumam ficar mais baixas, com exemplos como Banco do Brasil (em torno de 8,8%) e Caixa Econômica Federal (cerca de 7,6%).

Mercado e participação de bancos

O relatório ressalta um impulso estrutural para o mercado de crédito imobiliário. Embora a Caixa Seguridade deva manter posição de destaque, com participação relevante, as novas regras devem permitir maior liquidez e incentivar bancos privados a aumentar participação de mercado.

Atualmente, o Itaú detém a maior presença entre privados privados, seguido por Bradesco e Santander, enquanto o Banco do Brasil concentra-se mais no crédito rural. A Caixa, por sua vez, lidera o mercado de crédito imobiliário, com participação expressiva, mas pode perder espaço relativo conforme o novo arcabouço entra em vigor.

O que isso significa para o futuro do crédito imobiliário

Especialistas destacam que as mudanças devem sustentar o crescimento do crédito imobiliário no Brasil, abrindo caminho para maior liquidez e participação de bancos privados. A expectativa é de um mercado mais dinâmico, com maior combatividade entre instituições para ampliar suas carteiras de financiamentos.

Fonte: Money Times

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