Intel e NVIDIA revelam parceria de chips
By Iris Andrade
Intel antecipa Panther Lake com litografia 18A e IA embarcada
Em um encontro com a imprensa realizado em São Paulo, executivos da Intel e da Positivo Tecnologia apresentaram novidades sobre a próxima geração de processadores Core Ultra Série 3, apelidada de Panther Lake. O evento também destacou perspectivas de colaboração com a NVIDIA e o papel do Brasil na adoção de PCs com IA.
Panther Lake: arquitetura, eficiência e expectativa de lançamento
A Intel confirmou que a nova família Panther Lake utiliza uma arquitetura integrada ao ecossistema Core Ultra 3, com núcleos P, E e LP-E no mesmo die para reduzir latência e melhorar o consumo. A linha é desenvolvida na litografia 18A, com foco em oferecer maior eficiência energética sem comprometer o desempenho em cargas de IA.
As primeiras informações indicam que a plataforma pode alcançar até 180 TOPS combinados entre CPU, GPU e NPU, com uma NPU de até 50 TOPS ocupando 40% menos área de silício. A GPU integrada de nova geração também é enfatizada como parte do salto tecnológico.
O time da Intel revelou que o Panther Lake está previsto para chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2026, abrangendo versões para o consumidor final e para o setor corporativo. A Positivo Tecnologia confirmou que será a única fabricante brasileira a lançar notebooks com Panther Lake concomitantemente ao anúncio global, durante a CES 2026.
Parceria com a NVIDIA: coopetição para ampliar o ecossistema
Durante o painel, ficou claro que a relação entre Intel e NVIDIA será de coopetição, unindo cooperação e competição para ampliar o ecossistema de IA. Os executivos destacaram que a interoperabilidade entre plataformas é o objetivo, sem comprometer a identidade de cada empresa. A ideia é acelerar a inovação ao ampliar opções para o mercado e beneficiar o consumidor.
“A concorrência saudável acelera a inovação. Quando ampliamos as opções do mercado, o consumidor é quem mais se beneficia.”
O foco também passou pela demonstração de desempenho já alcançado pelas GPUs integradas Arc. Segundo Yuri Daglian, engenheiro de aplicações da Intel Brasil, a linha Xe3 deve trazer ganhos de desempenho de até 50% em relação à geração anterior, mantendo o consumo equilibrado. Ele ressaltou que a base tecnológica já é sólida e que o salto futuro amplia a experiência do usuário.
IA local vs. IA em nuvem: equilíbrio e segurança
Os executivos enfatizaram a importância de um hardware capaz de executar IA localmente, o que facilita a proteção de informações sigilosas. Daglian explicou que a nuvem continuará relevante, mas o processamento local busca reduzir dependência de internet, diminuir a latência e aumentar a privacidade, mantendo a possibilidade de combinar modelos locais e na nuvem conforme a necessidade.
“Quando você processa parte da inteligência artificial diretamente no PC, elimina a dependência de conexão com a internet, reduz a latência e melhora a privacidade, já que os dados permanecem no próprio dispositivo.”
Modelos locais são apresentados como mais especializados e capazes de operar offline, mantendo eficiência, ainda que com menos parâmetros do que grandes modelos de nuvem. A ideia é proporcionar escolhas de uso flexíveis, com desempenho adequado para contextos reais.
Panorama empresarial: vPro, segurança e gestão remota
No âmbito corporativo, o vPro baseado em Panther Lake deve trazer avanços em gerenciamento remoto e segurança assistida por IA. A NPU passa a ajudar em rotinas de cibersegurança, liberando a CPU para tarefas do usuário. A Intel também mencionou a disponibilidade de serviços de gerenciamento remoto sem custo de licenciamento para parques com vPro.
Brasil como vitrine da adoção de AI PCs
Uma pesquisa global da Intel indica que 56% das empresas brasileiras já começaram a transição para PCs com IA, superando a média das Américas. O estudo aponta 92% de familiaridade com o conceito no país e identifica que 95% das lideranças veem a necessidade de treinamento, ainda que menos da metade ofereça capacitação contínua hoje. A Positivo confirmou a expansão da linha Master com Core Ultra e novos modelos educacionais e corporativos com IA embarcada.
Conclusão
A Intel posiciona a linha Core Ultra 3 Panther Lake como um marco para a computação inteligente na borda, buscando eficiência, segurança e aceleração de IA local, com o Brasil assumindo um papel de destaque na adoção de AI PCs.
Fonte: Tudocelular.com