Skip to content

Intel e NVIDIA: o que vem com Panther Lake

By Iris Andrade

Intel apresenta Panther Lake e avanços para IA embarcada

Em um encontro realizado em São Paulo, executivos da Intel compartilharam novidades sobre a próxima geração de processadores Core Ultra, a série 3 conhecida como Panther Lake, destacando também perspectivas de cooperação com a NVIDIA. O evento contou com a participação de representantes da Intel e da Positivo Tecnologia, que posicionou a fabricante brasileira como protagonista na democratização da IA para PCs e na consolidação do Brasil como referência na adoção de AI PCs.

Panther Lake: arquitetura, litografia e cronograma

A Intel confirmou que Panther Lake será o primeiro chip produzido com litografia Intel 18A, priorizando eficiência energética aliada a alto desempenho em cargas de IA. O lançamento está previsto para o primeiro trimestre de 2026, contemplando versões para o consumidor final e para o mercado corporativo. A Positivo anunciou que lançará notebooks com Panther Lake simultaneamente ao anúncio global, alinhando-se ao calendário da CES 2026.

Arquitetura e desempenho

Segundo os representante da empresa, a linha Core Ultra 3 integrará núcleos P, E e LP-E no mesmo dies, com foco em reduzir latência e otimizar consumo. A combinação de CPU, GPU integrada de nova geração e NPU prometem desempenho robusto para IA, com a promessa de até 180 TOPS somados entre os componentes. A arquitetura também trará evoluções para a segurança e o gerenciamento corporativo.

Parceria com a NVIDIA: coopetição para o ecossistema

Durante o painel, os executivos explicaram que a relação entre Intel e NVIDIA é de “coopetição”, buscando ampliar o ecossistema de IA sem comprometer a identidade de cada marca. Carlos Buarque, diretor de marketing da Intel para a América Latina, afirmou que a colaboração visa interoperabilidade entre plataformas, sem atrapalhar as características de cada empresa. “A concorrência saudável acelera a inovação. Quando ampliamos as opções do mercado, o consumidor é quem mais se beneficia”, disse.

“Os processadores atuais já entregam gráficos capazes de rodar jogos com ray tracing e tarefas de IA local de forma eficiente. Com a linha Xe3, teremos até 50% de ganho de performance sobre a geração anterior, mantendo consumo equilibrado. O consumidor pode olhar para o que já existe e enxergar que a base tecnológica está sólida, e o salto futuro apenas amplia essa experiência.”

Além disso, Yuri Daglian, engenheiro de aplicações da unidade brasileira, destacou que a linha Xe3 pode trazer ganhos significativos mantendo o consumo sob controle. Ele explicou que já é possível rodar tarefas de IA local com eficiência e que o ecossistema atual oferece uma base tecnológica sólida para futuras evoluções.

IA local vs IA em nuvem: equilíbrio e segurança

Durante o encontro, ficou claro o papel essencial do processamento local de IA para ambientes corporativos que exigem maior controle sobre dados sensíveis. Daglian ressaltou que a nuvem continuará relevante, mas o objetivo é complementar esse modelo com processamento local.

“Quando você processa parte da inteligência artificial diretamente no PC, elimina a dependência de conexão com a internet, reduz a latência e melhora a privacidade, já que os dados permanecem no próprio dispositivo.”

Modelos locais são apresentados como mais especializados e aptos a rodar offline, com eficiência preservada. A expectativa é de que a solução ofereça resposta rápida e maior segurança, permitindo aos usuários escolher quando usar processamento local, nuvem ou uma combinação de ambos.

Panorama corporativo e segurança

Na esfera empresarial, o vPro com Panther Lake deve trazer avanços em gerenciamento remoto e segurança assistida por IA. A NPU passa a facilitar rotinas de varredura em soluções de cibersegurança, liberando a CPU para tarefas do usuário. A Intel também apontou serviços de gerenciamento remoto sem custo de licenciamento para parques com vPro.

Brasil como vitrine da adoção de AI PCs

Uma pesquisa global da Intel aponta que 56% das empresas brasileiras já iniciaram a transição para PCs com IA, superando a média das Américas e de países vizinhos. O estudo indica 92% de familiaridade com o conceito no Brasil e aponta que 95% dos líderes percebem a necessidade de treinamento, embora menos da metade ofereça capacitação contínua hoje. A Positivo confirmou a expansão da linha Master com Core Ultra e novos modelos educacionais e corporativos com IA embarcada.

Consolidando a IA na borda

A Intel posiciona a série Core Ultra 3 “Panther Lake” como um marco para a computação inteligente na borda, buscando combinar eficiência, segurança e aceleração de IA local.

Fonte: Tudocelular

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *