Instalação Flower Room transforma reuniões
By Iris Andrade
Instalação Flower Room em Huizhou propõe diálogo entre natureza e espaço aberto
Em Huizhou, China, a instalação temporária Flower Room, criada pelo escritório Office for Roundtable em parceria com JXY Studio, surge como um micro laboratório de restauração ecológica, conectando plantas nativas, insetos e o ambiente que as abriga.
Ao contrário de estufas fechadas e controladas, a Flower Room é aberta e porosa, permitindo que a luz do sol, a chuva e o vento modifiquem o microclima interno, convidando pássaros, abelhas e borboletas a circularem pelo espaço.
Dados técnicos
- Área: 10 m²
- Ano: 2025
- Materiais principais: aço inoxidável
Concepção e funcionamento
A instalação utiliza estantes de plantio verticais para elevar plantas nativas acima das espécies invasoras no nível do solo. Caixas de flores são posicionadas em diferentes alturas e direções, criando uma variedade de microclimas resultantes de distintas condições de luz e água.
Estrutura e montagem
Construída com uma estrutura leve de aço modular, a Flower Room oferece alto grau de adaptabilidade, permitindo que seja replicada em outros locais. Componentes entrelaçados aumentam a estabilidade e o contato com o solo é minimizado, ocorrendo apenas por alguns suportes para reduzir a perturbação do terreno.
Dinâmica ecológica
As plantas crescem em seus próprios ritmos: folhas emergem, flores desabrocham, frutos se formam e sementes são dispersas. O espaço funciona como um palco vivo que celebra a biodiversidade, com atividades de polinização, dispersão de sementes, voo de abelhas e borboletas, e a presença de aves que interagem com o ambiente.
Galeria do Projeto
- Fotografias de exterior, jardim e interior, com registros de Leyuan Li e Jiaxun Xu
- Documentação da instalação ressaltando detalhes estruturais e ambientais
Sobre os autores
Office for Roundtable e JXY Studio apresentaram a Flower Room como uma intervenção temporária voltada à restauração ecológica, evidenciando uma relação delicada entre arquitetura, natureza e comunidades.
Fonte ArchDaily Brasil