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INCC-M desacelera em julho mas materiais ainda elevam custos

By Iris Andrade

INCC-M apresenta desaceleração em julho, porém aumento dos custos com materiais impacta setor de construção

O índice que mede o custo da construção civil no Brasil mostrou sinais de desaceleração em julho, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar disso, o aumento constante nos preços de materiais, equipamentos e serviços continua pressionando o setor.

Dados recentes revelam leve queda na variação do índice

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 0,91% em julho, uma ligeira redução em relação ao avanço de 0,96% registrado em junho. No acumulado de 2024, o índice já avançou 4,40%, refletindo alta de 7,43% nos últimos 12 meses.

Materiais e equipamentos continuam a ser os principais fatores de pressão

O destaque do mês foi o aumento de preços de Materiais, Equipamentos e Serviços, que tiveram alta de 0,86%, um salto em relação ao aumento de apenas 0,13% em junho. Por outro lado, o custo da mão de obra desacelerou para 0,99%, ante 2,12% do mês anterior.

Entre os itens que mais contribuíram para a alta estão tubos e conexões de PVC (12,89%) e eletrodutos de PVC (7,83%). Já a mão de obra de pedreiro também teve aumento de 0,96%. Produtos como vergalhões de aço (-0,94%) e placas cerâmicas (-1,28%) tiveram efeito de conter parte do aumento geral.

Impactos no setor e perspectivas futuras

Apesar da desaceleração no crescimento do índice, a persistência do aumento nos preços de materiais sinaliza desafios contínuos para construtores e incorporadoras. Analistas avaliam que, se essa tendência continuar, os custos podem permanecer elevados, influenciando o valor final de novas obras.

Especialistas recomendam atenção às variações de preços de componentes específicos, como PVC e aço, que têm grande peso no orçamento de obras civis.

Contexto econômico e inflação de custos

O cenário econômico atual mostra uma inflação de custos na construção que, embora desacelere, mantém-se alta devido à alta contínua de materiais essenciais. Isso reforça a necessidade de planejamento financeiro mais rigoroso por parte de empresas do segmento.

Segundo a análise da Fundação Getulio Vargas, a permanência desse padrão de alta deve influenciar os preços praticados no mercado imobiliário e de infraestrutura, além de impactar os custos de financiamento de obras públicas e privadas.

Em síntese, a retração na variação do INCC-M reforça uma leve freada na escalada dos preços, ainda que os custos com materiais permaneçam pressionando o setor de construção civil.

Fonte: Fundação Getulio Vargas (FGV)

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