Imóveis logísticos em negociação exigem aval
By Iris Andrade
HGLG11 solicita aval do Cade para aquisição de quatro imóveis logísticos na RMSP
O fundo imobiliário HGLG11 apresentou pedido de autorização ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para prosseguir com a compra de quatro ativos logísticos localizados na região metropolitana de São Paulo. Os valores e as condições comerciais ainda não foram divulgados pela gestão.
Imóveis envolvidos na negociação
- Galpão no Parque Novo Mundo, zona leste de São Paulo: ABL de 24.377 metros quadrados, acompanhado de pátio com ABL de 9.960 metros quadrados.
- Galpão no bairro Cumbica, Guarulhos, próximo ao Aeroporto Internacional de São Paulo: ABL de 105.437 m².
- Pátio em construção no Jardim Ottawa, Guarulhos: ABL futura de 6.500 m².
- Galpão em Embu das Artes: ABL de 39.475 m².
Conforme dados de mercado, os imóveis são atribuídos à Cy.Capital, gestora cuja carteira inclui FIIs como CYLD11 e CYCR11. A transação está avaliada em cerca de R$ 700 milhões, de acordo com fontes de inteligência de dados do mercado.
A operação tramita em fase de diligências desde a assinatura de um memorando de entendimento entre o HGLG11 e os vendedores, com o objetivo de detalhar os termos e condições comerciais. As partes seguem trabalhando para cumprir as demais condições previstas no documento.
Quanto aos desdobramentos, a gestão informou que informações adicionais, como condições de pagamento e impactos na receita imobiliária e nos dividendos, serão divulgadas em novo fato relevante apenas após a assinatura dos contratos definitivos.
Panorama do HGLG11
O HGLG11 possui patrimônio líquido estimado em cerca de R$ 5,5 bilhões, posicionando-se como o quarto maior fundo do mercado brasileiro e o maior no segmento de logística. O portfólio conta com 28 imóveis, 148 inquilinos e ABL total de aproximadamente 1,6 milhão de metros quadrados, com vacância em torno de 3%.
Os dividendos pagos pelo fundo têm se mantido estáveis em 1,10 por cota desde julho de 2023, refletindo um yield anualizado de cerca de 8,5%. Em julho, a gestão aprovou a possibilidade de realizar uma nova oferta de cotas, com captação de até R$ 2 bilhões, embora os procedimentos ainda não tenham sido anunciados.
Fonte interna aponta que a tramitação segue conforme o esperado, com o Cade avaliando os impactos concorrenciais da eventual aquisição.
Fonte: Fiis.com.br