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Grupo de empresários leva hotel Emiliano à Praia Brava

By Iris Andrade

Grupo de empresários apresenta projeto de alto padrão na Praia Brava, Itajaí

Uma nova incorporadora, Muze, começa a atuar no litoral de Santa Catarina com o lançamento de um empreendimento de luxo na Praia Brava, em Itajaí. O primeiro projeto, batizado de Tempo, combina um complexo residencial com torres e um hotel da marca Emiliano, em uma operação que envolve investimentos estimados em torno de R$ 2,5 bilhões no âmbito imobiliário, além de aporte de aproximadamente R$ 250 milhões no hotel Emiliano.

O time da Muze é formado por Felipe Miguel e Arthur Fischer Neto, com parceria de peso no segmento de alto padrão: o CEO do Emiliano, Gustavo Filgueiras, o escritório de arquitetura Foster + Partners, do renomado Norman Foster, e Juliana Castro, da JA8 Arquitetura e Paisagem.

Estrutura e conceito do projeto

Chamado Tempo, o projeto não pretende seguir o ritmo de altura de vizinhos como Balneário Camboriú. A proposta é oferecer luxo discreto, integrado à paisagem da Brava Norte, mantendo o terreno voltado para o mar e abrindo mão de potencial construtivo adicional.

  • Torres residenciais com 7 andares, incluindo cobertura duplex;
  • Hotel Emiliano com seis andares;
  • total de 83 apartamentos, com plantas a partir de 415 m²;
  • arquitetura assinada pela Foster + Partners e projetos da JA8 Arquitetura e Paisagem;
  • foco em biofilia integrada à fachada, seguindo tendências globais de design.

Segundo Neto, o público-alvo abrange não apenas proprietários rurais, como muitos acreditam, mas também empresários de São Paulo e da região Sul do país, com atuação de grandes empresas na área, como Weg, Buddemeyer e Döhler.

Dados financeiros e previsões

O Valor Geral de Vendas (VGV) do empreendimento está estimado em R$ 2,5 bilhões, desconsiderando o hotel. O valor do metro quadrado próximo à Praia Brava costuma ficar em torno de R$ 33 mil, conforme dados de consultorias locais, enquanto lançamentos recentes da região chegam a R$ 80 mil a R$ 100 mil por metroquadrado, o que eleva o potencial de venda das unidades do Tempo acima de R$ 100 milhões por unidade em cenários voláteis de mercado.

O Emiliano, por sua vez, receberá aporte de cerca de R$ 250 milhões e terá 48 acomodações, com diárias médias entre R$ 4,5 mil e R$ 5 mil. As suítes partem de 62 m², com possibilidade de ampliar para mais de 100 m².

A expectativa é iniciar o lançamento do Tempo no final de 2025, com obras previstas para o próximo ano e entrega entre o fim de 2029 e início de 2030.

Mercado regional e contexto local

A região norte de Itajaí tem visto a consolidação de projetos voltados ao turismo de luxo, com imóveis de alto padrão em áreas de preservação ambiental, o que tende a manter um recorte de preço elevado na Praia Brava. Em paralelo, outras companhias já anunciam iniciativas de alto padrão na área, como residenciais com plantas exclusivas e biofilia integrada, que compõem o contraste com Balneário Camboriú, onde há prédios ainda mais altos e símbolos de ostentação.

Marina Piva, arquiteta da área de incorporação da ABC Empreendimentos, destacou que a assinatura de obras e os detalhes construtivos do Bravo – incluindo pontos como o parafuso da porta e o acabamento do piso – representam uma quebra de paradigma na região, refletindo o reconhecimento de boa arquitetura no mercado.

Além do Tempo, a Muze já conta com parcerias de peso para a região, destacando o envolvimento de figuras e escritórios conceituados na construção de empreendimentos de alto padrão na Brava Norte.

O empreendimento Tempo se insere em um momento de valorização do litoral catarinense, especialmente na comparação com cidades vizinhas que concentram maior demanda por imóveis de luxo e investimentos corporativos. A expectativa é que a parceria entre arquitetura de alto nível, hospitalidade premium e localização privilegiada fortaleça a atratividade do litoral para investidores nacionais.

Fonte de inspiração e referência para o debate do mercado local, o projeto Tempo busca combinar exclusividade, qualidade de construção e integração com a paisagem, sem abrir mão da infraestrutura necessária para receber um público exigente e com alto poder aquisitivo.

Fonte: Estadão

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