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Greve em Belém atrasa hotel de chefes da COP

By Iris Andrade

Greve de operários em Belém impacta obras da COP30 e o hotel que receberá chefes de Estado

Belém enfrenta mais um entrave para a COP30: a greve de trabalhadores da construção civil, deflagrada com menos de dois meses para o início da conferência climática da ONU, atinge parcialmente as obras da Vila de Líderes, o conjunto que vai abrigar autoridades internacionais durante o evento.

Escopo da paralisação

Segundo Cleber Rabelo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Pará, há interrupções significativas nos canteiros, com uma das construtoras registrando cerca de 60% de paralisação em parte do empreendimento, enquanto outra área da obra registra paralisações temporárias. O movimento persiste de forma indefinida.

O que está em jogo na Vila de Líderes

  • Complexo de aproximadamente 19 mil metros quadrados;
  • Quatro blocos destinados à hospedagem de chefes de Estado e delegações, totalizando 405 apartamentos;
  • Um quinto bloco que funcionará como recepção, restaurante e área administrativa;
  • Localização ao lado do Parque da Cidade, onde ocorrerão as reuniões da COP, com previsão de funcionamento total no início de novembro.

O conjunto foi planejado para receber a cúpula durante a COP30, marcada para os dias 6 e 7 de novembro, em antecipação à abertura oficial da conferência, no dia 10 de novembro. Fontes do governo federal indicaram que quatro dos cinco blocos já estavam prontos ou em estágio avançado, com planos de operarem durante a tradicional celebração religiosa do Círio de Nazaré, em 12 de outubro.

Riscos de atraso e avaliação inicial

Uma fonte próxima às obras reconheceu que a greve pode atrasar o cronograma, ainda que haja expectativa de compensar eventuais perdas de tempo. Imagens feitas pela Reuters mostram cinco blocos em fase de acabamento, com um deles, maior e com heliponto, ainda em estágio final de construção.

Medidas e acordo parciais

Conforme o sindicalista, o pauta de reivindicações apresentada pelo Sinduscon — o sindicato patronal da construção civil — não foi alterada de forma significativa, tendo sido rejeitada em assembleia, o que mantém a greve por tempo indeterminado. Em relação a outras obras ligadas à COP, como hotéis de bandeiras internacionais, duas construtoras teriam firmado acordos separadamente com o sindicato, apontando para a retomada das atividades já na próxima segunda-feira.

Contexto ampliado

O movimento se insere em um cenário de mobilização trabalhista mais amplo na região, com paralisações que, segundo o sindicato, atingem até 90% das atividades no setor privado. A greve de Belém ocorre num momento de pressão por hospedagens na cidade, já que a demanda por hotéis para acomodar delegações da COP30 tem elevado os preços e a ocupação de onde há disponibilidade.

Desdobramentos como esse podem impactar não apenas o cronograma de infraestrutura, mas também a logística de transmissão de visitas e reuniões, já que a Vila de Líderes integra o coração das reuniões oficiais que antecedem o início da COP30.

As informações deste texto são baseadas em reportagens de agências de notícia que acompanham as obras em Belém.

Fonte: Reuters

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