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Greve de operários em Belém ameaça obras COP

By Iris Andrade

Greve de operários da construção civil em Belém ameaça obras da COP30

Belém (PA) – a poucos meses da COP30, trabalhadores da construção civil e do setor moveleiro deram início a uma greve na capital paraense nesta terça-feira (16/9). O movimento envolve centenas de operários de Belém, Ananindeua e Marituba e atinge obras consideradas estratégicas para a realização do evento internacional, que reunirá chefes de Estado e autoridades de todo o mundo.

O protesto teve início na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e seguiu até a sede do Sinduscon-PA, no centro da cidade. A paralisação ocorre após a rejeição da proposta de reajuste salarial e benefícios apresentada pelos empregadores, considerada insuficiente pela categoria.

Principais reivindicações

  • Aumento do piso salarial
  • Reajuste de 30% na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), distribuído em duas parcelas de R$ 378
  • Ampliação da cesta básica de R$ 110 para R$ 270
  • Promoção de mulheres no setor
  • Melhorias nas condições de trabalho

Posicionamentos e críticas dos líderes sindicais

“É inaceitável a forma como os recursos estão sendo destinados. O governo federal investe bilhões nessas obras, e ainda assim oferece apenas um reajuste de 5,5% aos trabalhadores. Sem um aumento real, não haverá COP30”, afirmou Cleber Rabelo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.

“Denunciamos os bilhões investidos pelo governo federal e também pelo governo estadual. Falar em COP30 e legado é colocar a população local em posição inferior, enquanto vemos recursos indo para áreas privilegiadas”, declarou Atenar Lopes, coordenador do sindicato.

Impacto nas obras da COP30

Entre os projetos afetados pela greve estão a construção da Vila COP30, no bairro Marco, que deverá acolher chefes de Estado durante a conferência, e o Parque da Cidade, principal palco das negociações internacionais. O local foi cerrado ao público em agosto para a instalação de áreas conhecidas como Blue Zone (representantes oficiais) e Green Zone (sociedade civil).

A Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) informou ao Metrópoles que as obras da COP30 seguem normalmente dentro do cronograma previsto, apesar da paralisação.

Próximos passos

As negociações entre trabalhadores e patronato devem continuar nos próximos dias, com o objetivo de chegar a um acordo que atenda às reivindicações da categoria. A greve destaca a tensão entre investimento público/privado nas obras da COP30 e as condições de trabalho no setor.

Fonte: Metrópoles

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