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Greve afeta obras e hotel que recebe chefes

By Iris Andrade

COP 30: greve de operários em Belém compromete obras da Vila de Líderes e a hospedagem de chefs de Estado

Belém se prepara para a cúpula do clima em novembro, mas vive uma crise envolvendo hospedagem e custos de hotéis. A greve de trabalhadores da construção civil, deflagrada há menos de dois meses da COP 30, atinge parte das obras da Vila de Líderes, o complexo que abrigará dezenas de chefes de Estado durante o encontro.

O que está parado na Vila de Líderes

O projeto, que ocupa cerca de 19 mil metros quadrados, prevê cinco blocos: quatro para hospedagem de presidentes e delegações e um conjunto que reúne recepção, restaurante e áreas administrativas. Duas construtoras são responsáveis pela obra. Segundo a liderança do sindicato local, parte das atividades está interrompida em aproximadamente 60% em um dos blocos, enquanto a outra parte opera com paralisações temporárias. As obras devem ficar prontas a tempo de receber a cúpula prevista para ocorrer no início de novembro.

Contexto de crise de hospedagem na cidade

A paralisação acontece em meio a uma crise de hospedagem em Belém, com demanda elevada e preços de hotéis significativamente acima do usual. A cidade concentra a agenda da COP 30, que envolve reuniões próximas ao Parque da Cidade, onde ocorrerão as sessões, e a expectativa de que o complexo esteja 100% pronto para receber as delegações.

Cronograma e avaliação oficial

De acordo com informações oficiais, quatro dos cinco blocos estariam basicamente prontos e com previsão de funcionamento para o período tradicional de festividades locais, mas o atraso provocado pela greve pode afetar o cronograma. A Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) afirma que as obras seguem dentro do cronograma previsto, ainda que haja incertezas na prática devido aos entraves trabalhistas.

Medidas de negociação e continuidade das obras

Os representantes do Sinduscon relatam que, além da Vila de Líderes, outras obras relacionadas às hospedagens para a COP também enfrentam interrupções. Em alguns casos, duas construtoras chegaram a acordos separados com o sindicato, o que permitiu o retorno parcial das atividades a partir da próxima segunda-feira.

Embora o setor privado apresente paralisações que podem chegar a 90%, as obras ligadas à COP mostram paralisações parciais e vêm recebendo atenção especial de negociações sindicais para manter a programação o máximo possível.

Fonte das informações: Reuters

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