Skip to content

Gestora revela fundo para moradia popular

By Iris Andrade

Gestora lança FII com foco no programa habitacional Minha Casa Minha Vida

Uma gestora de ativos abriu a oferta pública da primeira emissão de cotas do BRM Minha Casa Minha Vida FII III, fundos imobiliário voltado a empreendimentos enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). A captação inicial é de 250 milhões de reais, com possibilidade de chegar a 312,5 milhões de reais caso seja exercido o lote adicional de até 25%.

O valor da cota foi definido em 100 reais, já considerando o custo de distribuição de 3,28 reais por cota. A oferta ocorre sob o regime de melhores esforços, com Itaú BBA como líder, ao lado de BTG Pactual e Oriz.

Estrutura, duração e negociação

O fundo terá prazo de cinco anos, prorrogáveis por mais dois, e funcionará como condomínio fechado. As cotas serão listadas na B3, porém não poderão ser negociadas nos primeiros 36 meses, período previsto para chamadas de capital do veículo.

A oferta é destinada a investidores qualificados e vai até 30 de outubro. O investimento mínimo para participação é de 50 mil reais.

Foco geográfico e estruturas de investimento

O MCMV11/MCMV15 pretende investir principalmente em projetos localizados no Distrito Federal, em Goiás e em Santa Catarina, por meio de três estruturas: Permuta Financeira, Equity Preferencial e Equity Puro, cada uma com características de participação no retorno e no risco do empreendimento.

A taxa interna de retorno (TIR) alvo é de 20,5% ao ano para a subclasse A, com integralização à vista, e 22% para a subclasse B, com integralização por chamadas de capital.

Gestão, parcerias e riscos

O fundo é gerido pela BRM Asset Ltda., com BTG Pactual atuando como administrador. A estrutura deve envolver cerca de 10 incorporadoras parceiras, das quais quatro já possuem acordos assinados com o fundo.

Os investidores devem ler o prospecto e os materiais da oferta para entender os fatores de risco. A rentabilidade projetada não representa garantia de retorno e envolve riscos de mercado e de desempenho dos empreendimentos.

Contexto do setor

O programa Minha Casa Minha Vida tem sido apresentado como um dos segmentos mais estáveis do mercado imobiliário, com financiamento incentivado e subsídios governamentais que ampliam a atratividade de empreendimentos de habitação econômica, mesmo em cenários de juros elevados.

Essa combinação de demanda contida por um déficit habitacional e ciclos de desenvolvimento acelerados cria um ambiente com maior previsibilidade para os players do setor.

Este formato de FII oferece aos investidores uma forma pulverizada de acesso a esse mercado, com estruturas de proteção de capital e potencial de retorno alinhadas aos projetos habitacionais assistidos pelo programa.

Leia o prospecto e os materiais da oferta para entender os detalhes antes de qualquer decisão de investimento.

Fonte: Suno Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *