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Fórum Niemeyer discute como a arquitetura pode transformar a felicidade coletiva

By Iris Andrade

Fórum Internacional Niemeyer discute urbanismo, felicidade e inovação arquitetônica

Entre os dias 11 e 15 de agosto, Brasília foi palco do Fórum Mundial Niemeyer, uma importante conferência que reuniu autoridades de diversos países, representantes diplomáticos, acadêmicos e artistas. O evento, projetado pelo arquiteto e bisneto de Oscar Niemeyer, Paulo Niemeyer Makhohl, abordou temas relacionados à transformação urbana, tecnologia e bem-estar social.

Objetivos e debates centrais

Com o tema “Reinventando as Cidades: Arquitetura, Tecnologia e a Construção da Felicidade Coletiva”, o fórum buscou promover soluções inovadoras para os desafios das metrópoles modernas. A discussão destacou o papel da arquitetura e do urbanismo na criação de espaços mais justos, inclusivos e sustentáveis.

Participação de nomes ilustres e exposições

Artistas renomados, como o muralista Eduardo Kobra, e intelectuais, como Mia Couto, estiveram presentes, colaborando com debates que envolvem cultura, arte e urbanismo. Entre os especialistas, destacaram-se Ricardo Meira, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU-DF), e Ivonice Campos, presidente do Conselho da Mulher Empresária do Distrito Federal.

Na cerimônia de abertura, realizada no Palácio Itamaraty, participaram representantes do Brasil, Itália, Irã, Líbano, Moçambique, Suécia, Uruguai, Camboja e Honduras. O evento foi gratuito, apoiado pelo governo federal, pelo Governo do Distrito Federal e por instituições financeiras como BRB, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Iniciativas e projetos apresentados

Um dos destaques foi a elaboração da Carta Niemeyer, um documento com propostas para cidades mais participativas e sustentáveis, que será enviada à ONU-Habitat. Além disso, foi inaugurada a exposição “Uma Brasília Esquecida no Líbano”, mostrando a arquitetura da Feira Internacional Rachid Karameh de Trípoli, projeto de Niemeyer de 1962, que atualmente faz parte da lista de Patrimônio Mundial em Perigo da UNESCO.

Pavilhão de Niemeyer em Trípoli

Construída entre 1962 e 1975, a feira se caracteriza por uma cobertura inovadora — conhecida como Grand Canopy — que abriga pavilhões flexíveis para exibição de diversos países. A estrutura se destaca por sua escala e riqueza formal, símbolo da arquitetura moderna do século XX no Oriente Médio, resultado da colaboração entre Niemeyer e engenheiros libaneses.

Segundo a UNESCO, o projeto foi um marco na política de modernização do Líbano na década de 1960, representando uma expressiva troca cultural entre continentes e consolidando Niemeyer como um dos principais nomes da arquitetura do século XX na região árabe.

Temas abordados

Novas propostas e ações futuras

O evento também promoveu a assinatura da Carta Niemeyer, com recomendações voltadas à construção de cidades mais inclusivas e ecológicas, que serão encaminhadas à ONU-Habitat. Ademais, foi anunciada a inauguração de uma exposição que revela a obra arquitetônica da feira em Trípoli, evidenciando a importância do intercâmbio cultural e das inovações no urbanismo mundial.

A iniciativa reforça o legado de Niemeyer na arquitetura global e reforça a necessidade de promover espaços urbanos que priorizem qualidade de vida, acessibilidade e inclusão. O evento demonstra o compromisso de diferentes nações em discutir e implementar ideias que possam transformar as cidades do futuro.

Fonte: Revista Fórum

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