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Fortaleza surpreende Curitiba no imobiliário

By Iris Andrade

Nova edição do IDI aponta Nordeste como força no mercado imobiliário

A nova edição do Índice de Demanda Imobiliária (IDI) evidencia que a atratividade das cidades para novos projetos vai muito além do eixo Rio-São Paulo. O destaque fica com Fortaleza, que já apresentava forte demanda no padrão econômico e agora assume a liderança nacional, ultrapassando Curitiba, que historicamente ocupava o topo. O IDI é resultado de uma parceria entre o Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, com apoio da CBIC.

Panorama regional

Recife também aparece entre os exemplos dessa movimentação, saltando para a terceira colocação no ranking de alto padrão, impulsionado por investimentos significativos de construtoras voltados a esse público. O indicador mostra que a oferta desperta o interesse da população, alterando de forma consistente a demanda local.

Salvador demonstra o dinamismo nordestino em todos os padrões analisados, com crescimento em quase todos os critérios e refletindo uma população diversa com busca ativa por empreendimentos que atendam a diferentes necessidades.

“Esses resultados reforçam que o Nordeste não apenas está em expansão, mas também se consolidando como uma das regiões mais promissoras do mercado imobiliário brasileiro”, afirma Gabriela Torres, gerente de inteligência estratégica do Ecossistema Sienge.

Belém ganha espaço internacional

O trimestre também marcou a ascensão de Belém, que subiu expressivamente em todos os padrões, especialmente no médio, saindo da 35ª posição no primeiro trimestre para a 12ª no terceiro de 2025. A capital paraense tem recebido investimentos públicos em infraestrutura urbana, como BRTs, parques, praças e canais revitalizados, além de sediar a COP30 no futuro.

Segundo Gabriela, a melhoria da qualidade de vida na cidade tem impacto direto no interesse do mercado, com expectativa de continuidade no aquecimento do setor mesmo após o evento, e há indícios de que Belém se tornou mais atrativa para quem busca moradia.

Padrões de renda e liderança regional

No segmento de renda familiar entre R$ 2 mil e R$ 12 mil, Fortaleza assumiu a liderança, substituindo Curitiba, que vinha ocupando o posto. O avanço da capital cearense está relacionado a liquidez maior e a menor oferta de imóveis de terceiros, sugerindo um ritmo de vendas mais acelerado.

  1. Fortaleza (Ceará)
  2. São Paulo (São Paulo)
  3. Curitiba (Paraná)
  4. Goiânia (Goiás)
  5. Recife (Pernambuco)

Ranking no padrão médio

No patamar de renda entre R$ 12 mil e R$ 24 mil, São Paulo, Goiânia e Brasília ocupam as três primeiras posições, sustentadas pela base robusta de demanda e pela solidez da atividade econômica local. Salvador sobe para a quarta posição, com ganhos diversos em quase todos os indicadores, mantendo a presença entre as dez melhores. Belém avança para o 12º lugar, refletindo recuperação econômica da cidade.

  1. São Paulo (São Paulo)
  2. Goiânia (Goiás)
  3. Brasília (Distrito Federal)
  4. Salvador (Bahia)
  5. Curitiba (Paraná)

Padrão alto

No alto padrão, a estabilidade persiste com São Paulo e Goiânia no topo. Recife e Fortaleza ganham destaque ao subir no ranking, evidenciando equilíbrio entre a demanda direta por imóveis e a atratividade de lançamentos recentes, em meio a uma renda média mais elevada e um cenário econômico estável. Natal chama a atenção ao saltar da 60ª para a 24ª posição, impulsionada pelo aumento na atratividade de lançamentos e do estoque disponível.

  1. São Paulo (São Paulo)
  2. Goiânia (Goiás)
  3. Recife (Pernambuco)
  4. Fortaleza (Ceará)
  5. Brasília (Distrito Federal)

Metodologia do estudo

O IDI utiliza um modelo matemático com seis indicadores para medir a atratividade das cidades para projetos imobiliários, com peso definido por especialistas. Entre eles estão: Demanda, Dinâmica Econômica, Ofertas de Terceiros, Demanda Direta CV CRM, Atratividade para Antigos Lançamentos CV CRM e Atratividade para Novos Lançamentos CV CRM. As cidades recebem uma pontuação de 0,000 a 1,000, classificadas em Muito Alta, Alta, Média, Baixa e Muito Baixa.

As informações refletem a percepção de demanda direta, bastidores de lançamentos e atividade econômica regional, indicando um ciclo positivo do mercado imobiliário no Brasil.

Fonte: Exame

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