Skip to content

FIIs em alta: veja os destaques do Bom Dia FIIs

By Iris Andrade

Fundos Imobiliários destacam-se com resultado positivo e movimentações recentes

As operações no mercado de fundos imobiliários mostraram sinais de fortalecimento e recuperação, mesmo diante de fatores políticos e econômicos que impactaram o ambiente de investimentos. Destaque para os fundos VGIR11, IBBP11, XPLG11, MCRE11 e a performance recente e estratégias adotadas por cada um deles.

Relatórios gerenciais revelam desempenho e estratégias de ativos

Nos últimos dias, os fundos VGIR11, IBBP11 e XPLG11 divulgaram seus relatórios gerenciais, fornecendo detalhes sobre suas atividades e resultados. Enquanto isso, o XPLG11 anunciou uma nova locação que impactará positivamente sua taxa de vacância, reforçando sua gestão ativa do portfólio.

A decisão do STF influencia o mercado de FIIs

A atenção do mercado esteve voltada para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que confirmou parte da validade de um decreto presidencial que elevava o impacto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida, que havia sido derrubada por decreto legislativo, foi parcialmente mantida, preservando aspectos favoráveis às operações de risco sacado, considerados diferentes de operações de crédito tradicionais.

A previsão de impacto na Bolsa e nos índices de FIIs refletiu-se com uma leve queda no índice IFIX, que encerrou o dia com 3.475,33 pontos, uma baixa de 0,12%. Apesar do resultado negativo, alguns fundos se destacaram por sua resiliência ou por melhorias em suas estratégias.

Fundos com desempenho e movimentações recentes

IBBP11 supera o CDI em retorno no primeiro ano

O fundo IBBP11 atingiu um dividend yield de 11,2% ao longo do seu primeiro ano de atuação, encerrado em junho, acumulando um retorno total de 29,4%. Esses números superaram o desempenho do IFIX em 26,2%, além de representar 223,6% do CDI, destacando-se como um dos fundos de maior robustez do mercado. Durante esse período, o fundo captou R$ 350 milhões e elevou seu patrimônio líquido para R$ 395 milhões, impulsionado por valorização de ativos e gestão eficiente. Sua carteira inclui 75 mil m² de área bruta locável, além de áreas em construção e futuras possibilidades de expansão.

Os últimos dividendos pagos foram de R$ 0,068 por cota, correspondendo a um dividend yield de 10,50%. Atualmente, o fundo é negociado por aproximadamente R$ 8,00, com um desconto de 11% em relação ao valor patrimonial por cota, de R$ 9,03.

XPLG11 reduz vacância com nova locação

O XPLG11 anunciou a assinatura de um contrato de locação para um espaço de 3.571,64 metros quadrados no condomínio Santana Business Park, localizado em Santana de Parnaíba (SP). A nova locação, iniciada em 15 de julho, será válida por 12 meses, podendo ser renovada. Como resultado, a taxa de vacância do fundo caiu de 7,9% para 7,6%, reforçando a estratégia de gestão ativa do portfólio.

O rendimento esperado com essa operação é de aproximadamente R$ 0,0302 por cota nos próximos 12 meses, contribuindo para os dividendos distribuídos, que seguem a regra de distribuir 95% do lucro em regime de caixa aos cotistas.

MCRE11 mantém distribuição de dividendos estável

O fundo MCRE11 anunciou o pagamento de R$ 0,11 por cota, referente ao mês de junho, com previsão de pagamento para o dia 22 de julho. A distribuição mantém-se estável há cinco meses consecutivos, com um dividend yield de 1,27%. Desde sua estreia, em junho de 2021, o fundo, administrado pelo BTG Pactual e gerido pela JiveMauá, distribuiu rendimentos de forma regular e consolidou sua estratégia focada em recebíveis imobiliários.

No momento, o MCRE11 conta com cerca de 83 mil investidores e um patrimônio líquido de R$ 1,14 bilhão, com um valor por cota de R$ 10,22. Recentemente, reportou uma ampliação de posições dentro de seu portfólio de ativos.

Rentabilidade e resultados do VGIR11

O VGIR11 apresentou uma receita de aproximadamente R$ 22,4 milhões em junho, resultando em um lucro de R$ 15,07 milhões, abaixo dos R$ 17,97 milhões do mês anterior. A distribuição de dividendos foi de R$ 0,12 por cota, oferecendo uma rentabilidade líquida de CDI + 1,9% ao ano, baseada no valor patrimonial de maio.

A carteira do fundo é altamente concentrada em CRIs, com 108,8% do patrimônio, equivalente a R$ 1,53 bilhão, distribuídos em 58 operações distintas. Entre suas aquisições, destacam-se títulos como Helbor 111E e Helbor 51E, além de reforçar posições em títulos existentes.

Considerações finais

Embora o cenário político continue a influenciar o mercado de FIIs, os ativos demonstram resiliência e adaptação. Notícias recentes indicam uma gestão mais ativa por parte dos fundos, que buscam contribuir para uma recuperação sustentável e gerar valor para seus investidores.

Fonte: dados do mercado financeiro e relatórios de fundos imobiliários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *