Festival do Mocambo Une Cultura e Sustentabilidade
By Iris Andrade
Abertura do 20º Festival Folclórico do Mocambo destaca cultura, tradição e sustentabilidade
Neste sábado (9), a comunidade do Mocambo celebrou a cerimônia inaugural do 20º Festival Folclórico, realizado no Mocambódromo, em Parintins. A festa teve início com uma disputa entre os bois-bumbás Espalha Emoção e Touro Branco, atraindo diversos espectadores e reforçando a identidade cultural da região.
Competições e temas que celebram a cultura local
O Espalha Emoção foi o primeiro grupo a se apresentar, trazendo o tema “Mocambo da Amazônia”. A narrativa destacou a liberdade dos povos da floresta, resistência indígena e a valorização das raízes tradicionais. O apresentador Theo Neves conduziu o espetáculo intitulado “Mocambo: Nascedouro da Liberdade”, representando Arari, símbolo do voo primordial, e anunciou as entradas do levantador de toadas Gean Figueira, do amo Klinger Junior, além de outras figuras tradicionais.
Durante a exibição, diversas alegorias e rituais reforçaram a ligação com a natureza e as crenças indígenas. Entre os destaques, está o módulo alegórico “Mapinguari, a Fera da Floresta”, conduzido por Taiana Rodrigues, e a homenagem às águas com a personagem “Piracema, Liberdade Aquática”, interpretada por Karyna Corrêa. Também foram apresentados símbolos como a “Encantaria das Águas”, com Samille Machado, e a “Transcendência Parintintin”, conduzida pelo pajé Rauny Silva.
Depoimentos e orgulho cultural
Segundo o presidente do boi, Edivaldo Baruka, o momento foi de grande orgulho e resistência. Ele afirmou que o tema reforça a importância de valorizar as raízes, buscando o bicampeonato na competição.
Na sequência, o Touro Branco encerrou a noite com o tema “Festança”, exaltando a alegria popular e as tradições locais. Sob o subtema “Festa da Natureza”, a apresentação contou com a interação do apresentador Patrick Modesto, o levantador Black Marialva e o amo Roni Tavares. Alegorias como “Vagalume” traziam a lenda amazônica “Panãby”, com Tainá Souza, e celebraram o beiju, símbolo de festividade local. O ritual Yâkwã, conduzido pelo pajé Djalma Cardoso, marcou o encerramento da noite.
Reconhecimento cultural e sustentabilidade
De acordo com Zandonaide Bastos, diretor de arena, a apresentação do Touro Branco foi planejada para surpreender e envolver o público, destacando a riqueza da cultura amazônica. O prefeito de Parintins, Mateus Assayag, reforçou a importância do evento para a economia e a cultura local, prometendo investimentos contínuos na valorização da tradição.
Além das apresentações, o festival reforça o compromisso com a sustentabilidade, produzindo alegorias com materiais naturais, como madeira, cipó, palha e bambu. Os materiais, artesanais e reutilizáveis, são feitos por moradores de todas as idades, fortalecendo a memória comunitária e a preservação ambiental.
Perspectivas para o restante do evento
Este domingo (10) marcará a continuidade do festival, com a segunda noite de festividades. Os participantes irão acompanhar a definição do campeão entre os grupos Espalha Emoção e Touro Branco, consolidando a tradição e a cultura local.
Fonte
Fonte: Fato Amazônico