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Estoque de imóveis em Campo Grande pode zerar em breve

By Iris Andrade

Mercado imobiliário de Campo Grande mantém fôlego, com estoque próximo de zerar em meses

Campo Grande vive um momento de expansão rápida no setor de imóveis. Dados do Censo Imobiliário do 2º trimestre de 2025, elaborados pela Brain Inteligência Estratégica em parceria com o Sinduscon/MS, indicam que, na ausência de novos lançamentos, o estoque de imóveis disponíveis na capital pode se esgotar em menos de quatro meses.

Destaques do levantamento

  • Intenção de compra atingiu 49%, o menor ou igual histórico na série analisada.
  • Vendas de unidades verticais cresceram 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, com valorização de até 36% no metro quadrado de apartamentos de dois dormitórios.
  • No segmento horizontal, o valor geral de vendas dos loteamentos residenciais registrou alta de 55% no acumulado anual.

Investimento e desempenho por segmento

O mercado imobiliário da cidade movimentou aproximadamente R$ 1,7 bilhão nos últimos 12 meses. Desse total, cerca de R$ 1,1 bilhão corresponde ao segmento vertical, enquanto o setor horizontal respondeu por mais de R$ 600 milhões. Os números reforçam a importância da construção civil para a economia local.

Perfil da demanda

Segundo Anderson Gonçalves, head da Brain, o dinamismo local é explicado por três fatores: estoque baixo, preços em valorização e forte demanda. Ele destaca que Campo Grande apresenta apetite de compra acima da média nacional, com oportunidades em diferentes padrões de imóveis e faixas de renda.

Preço do metro quadrado e ritmo de valorização

O valor médio do m2 fica em torno de R$ 10.100, alinhado à média nacional, mas a capital tem mostrado valorização mais acelerada: 11% em 2024 e 14% neste ano. Os compradores, em especial os millennials, enxergam no investimento em imóvel uma forma de ganhar retorno rápido e sair do aluguel.

Desafios e entraves apontados

Apesar do cenário positivo, o Sinduscon/MS ressalta entraves que podem frear o ritmo de lançamentos, como regras mais exigentes, restrições à verticalização, demora na emissão de autorizações e insegurança jurídica. Esses fatores elevam custos e podem comprometer a disponibilidade de imóveis.

Medidas administrativas recentes

Em julho, um acordo entre o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande suspendeu por 240 dias novas autorizações de construção de imóveis ao redor do Parque Estadual do Prosa, impactando planos de expansão na região.

Impacto econômico e perspectivas

Especialistas destacam o papel do mercado imobiliário como motor da economia local, com demanda elevada e preços em movimento, o que deve manter aquecido o setor de construção e serviços na cidade nos próximos meses.

Fonte: Campo Grande News

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